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Agregador: Bolsonaro tem 35,5% de avaliação negativa e 32,7% de avaliação positiva

Dados fazem parte da mais atualizada versão do agregador de popularidade do JOTA Labs

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Crédito: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro entra no segundo mês de 2020 com uma avaliação negativa em declínio em 35,5% (ruim e péssimo) e a avaliação positiva (ótimo e bom) ascendente em 32,7%. Há três semanas, ele tinha 36% de avaliação negativa e 31,7% de positivas. Os dados fazem parte da mais atualizada versão do agregador de popularidade do JOTA Labs. A avaliação regular que era 30,1% hoje está em 30,5%. O agregador foi atualizado com as pesquisas mais divulgadas esta semana. 

Os valores apresentados acima são a mediana do modelo de agregação. Considerando os intervalos de credibilidade, a avaliação positiva pode variar entre 28,1% e 37,5%.  Para a avaliação negativa, o intervalo vai de 30,5% e 39,3%. Para a avaliação neutra, os valores vão de 27% e 34%.

O agregador indica que o saldo da aprovação do governo ainda é negativo. Em novembro de 2019 Bolsonaro atingiu seu menor patamar de aprovação: -5 pontos, mas a partir de dezembro a trajetória de declínio foi interrompida. Hoje seu saldo é estimado em -2,2 pontos. 

O agregador JOTA é uma ferramenta exclusiva que leva em consideração mais de 400 pesquisas de opinião conduzidas no país nos últimos 32 anos, comparando 11 governos e 8 presidentes. Em outubro, o agregador já havia mostrado que Bolsonaro tinha a pior avaliação no primeiro ano entre os presidentes em primeiro mandato. A ferramenta interativa está disponível aqui: https://data.jota.info/aprovacao/

A avaliação negativa cruzou a positiva em julho e desde então se mantém assim. Mas com os intervalos de confiança se encontrando é possível que eles sejam similares.

A ferramenta permite que pesquisas sejam agregadas para estimar a aprovação presidencial mais próxima da realidade; com o modelo estatístico de fusão de pesquisas desenvolvido pelo JOTA, é possível comparar resultados de diferentes institutos de pesquisa. O modelo é baseado na técnica conhecida como Filtro de Kalman e considera diversas informações das pesquisas, como a distância entre a data de coleta dos dados até o presente, o tamanho da amostra utilizada, o número de estados e municípios pesquisados e o intervalo de credibilidade ou margem de erro da pesquisa. 

O JOTA tem experiência com esse tipo de método de agregação. Na eleição de 2018, Bolsonaro apareceu com 54,8% no nosso agregador de pesquisas eleitorais e acabou com 55,1%. Já Haddad apareceu com 45,2% no modelo e acabou com 44,9%. O agregador chegou mais perto do resultado final do que qualquer um dos institutos de pesquisa considerados individualmente. 


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