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Avaliação negativa de Bolsonaro sobe 8 pontos desde março e chega a 48%

Pesquisa JOTA/Quaest foi feita no último fim de semana, após pronunciamentos do ex-ministro Sergio Moro e do presidente

Bolsonaro
Pronunciamento do Presidente da República Jair Bolsonaro / Crédito: Alan Santos/PR
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Pesquisa exclusiva JOTA/Quaest feita no último fim de semana, após as entrevistas do agora ex-ministro Sergio Moro e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mostram que a reprovação a Bolsonaro teve aumento de 8 pontos percentuais desde março, passando de 40% para 48%. Já o percentual de pessoas que consideram o governo ótimo ou bom caíram de 31% para 20%. Os que acham regular foram de 24% para 30%.

Os resultados foram capturados nos dias 25 e 26 de abril (sábado e domingo), por meio de recrutamento digital via convites aleatórios em painel de eleitores (questionário com auto-preenchimento). Em todas as rodadas de pesquisas apresentadas foi utilizado o mesmo método de coleta, proporcionando maior confiabilidade na comparação temporal dos resultados. Foram ouvidas 1000 pessoas dos 26 estados e Distrito Federal. Após a coleta, um trabalho estatístico de pós-estratificação foi feito com variáveis como gênero, idade, região e classe. Este trabalho é importante para garantir o balanceamento da amostra. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais em um intervalo de confiança de 95%.

Existe uma diferença importante entre os grupos, quando consideramos a aprovação do presidente. As mulheres desaprovam mais Bolsonaro do que os homens: 53% de ruim ou péssimo e 17% de ótimo ou bom entre as mulheres, contra 42% de ruim e péssimo e 24% de ótimo ou bom entre os homens.

O fator renda continua representando uma variável relevante na aprovação do presidente, mas menos do que no começo do mandato. Entre aqueles que ganham até 2 salários mínimos, a avaliação de 46% é ruim ou péssimo contra 17% de ótimo ou bom. Entre aqueles que ganham de 2 a 5 salários mínimos, 45% avaliam o governo como ruim ou péssimo e 24% como ótimo ou bom. Já entre aqueles que ganham acima de 5 salários, 53% consideram o governo ruim ou péssimo e 20% de ótimo ou bom.

O Centro-Oeste é a região em que Bolsonaro mantém a melhor avaliação: 26% de ótimo ou bom, contra 34% de ruim ou péssimo. No Sudeste são 48% de ruim ou péssimo e 21% de ótimo ou bom.

Já os evangélicos também se mantém como o grupo religioso que mais apoia o governo, com 28% de ótimo ou bom e 35% de ruim ou péssimo. Entre os católicos, são 48% de ruim ou péssimo e 20% de ótimo ou bom.

Caiu também a aprovação entre aqueles que votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2018. Enquanto em março, 56% diziam que o governo era ótimo e bom, em abril caiu para 41%, o mesmo percentual daqueles que declaram que o governo é regular. No grupo que votou em Bolsonaro, 16% acham o governo ruim ou péssimo.

Rumo do país

Para 55%, o Brasil está no rumo errado, enquanto 23% acham que está no rumo certo. Nesse quesito não há diferença entre homens e mulheres. Enquanto 55% das mulheres acham que o rumo está errado, 56% dos homens pensam o mesmo. Já 25% dos homens acham que o rumo está correto, contra 21% das mulheres.

Os jovens de 16 a 24 anos acham mais que o rumo está errado (58% contra 16% que acham que o rumo é correto). Já entre aqueles com 60 anos ou mais 28% acham que o rumo é correto e 50%, errado.

Nos próximos dias, o JOTA irá publicar mais detalhes da pesquisa