Dados

Pesquisa JOTA

Aprovação de Bolsonaro sobe para 34%; maioria vê melhora na economia

Presidente inicia 2020 com popularidade em curva ascendente. Diferença na avaliação feita por homens e mulheres aumenta

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Presidente Jair Bolsonaro detém 34,3% de conceitos bom/ótimo na avaliação da população, segundo pesquisa do JOTA, - Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil
Esta reportagem foi alterada às 17h53 de 10 de fevereiro de 2020 para correção dos gráficos. A pesquisa foi realizada entre 28 e 31 de janeiro de  2020, não em 2019

Jair Bolsonaro (sem partido) inicia o segundo ano de mandato com taxa de aprovação estabilizada, com ligeiro viés de alta. É o que mostra a nova pesquisa JOTA/Ibpad realizada entre os dias 28 a 31 de janeiro. O mesmo levantamento indica uma percepção geral de melhora na economia em 2019 e para este ano.

Bolsonaro detém 34,3% de conceitos bom/ótimo, contra 30,7% do levantamento anterior, divulgado em dezembro. No início da série, em julho passado, a aprovação era de 40,1%. 

Os entrevistados que classificam a administração de Bolsonaro ruim ou péssima somam 32%, variação negativa em relação ao final do ano –quando era de 34,5%.

O grupo que considera a gestão regular manteve-se praticamente estável, de 30,3% para 31% no último mês. Em julho, era de 22,4%. 

É a economia!

O JOTA procurou medir o grau de satisfação do eleitor com a política econômica do governo Bolsonaro. O resultado ajuda a explicar os índices de aprovação do presidente, pois 36% consideram que o desempenho da economia no primeiro ano de gestão foi melhor que o esperado. Outros 21% afirmam que está “dentro do esperado”, o que denota algum nível de concordância. 

A perspectiva de avanço na área também impulsiona as taxas positivas do governo. Perguntados sobre os próximos 12 meses, 55% entendem que o cenário vai melhorar. 

Estratificação

A aprovação do presidente encolheu nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e aumentou no Sul e Sudeste — que, em razão de sua densidade, é a que tem maior potencial de afetar a base de apoio bolsonarista.

A taxa dos que aprovam o governo com conceitos bom/ótimo é de 22,1% no Nordeste, 39,5% no Sudeste, 38% no Centro-Oeste, 36,8% no Norte e 49,1% no Sul.

Em setembro, os que aprovavam o governo somavam 25,3% no Nordeste, 37,2% no Sudeste, 45,4% no Centro-Oeste, 45,8% no Norte e 47,6% no Sul. 

Os jovens de 16 a 24 anos são os que menos aprovam o governo, 15,5% de conceitos bom/ótimo. Os adultos de 35 a 44 são os que mais aprovam, com 43,9% de conceitos bom/ótimo nesse perfil. Entre a população mais velha, com 60 anos mais, 36,5% atribuem conceito bom/ótimo ao governo do presidente.

Aumentou a diferença na avaliação do governo entre homens e mulheres. Em setembro, 43,2% dos homens e 30,3% das mulheres atribuíram conceito bom/ótimo ao governo. Agora são 42,4% dos homens e 26,8% das mulheres que atribuem essa avaliação. 

Quando o recorte é por escolaridade, Bolsonaro obtém mais respaldo entre os brasileiro com ensino superior (44,1%) e é mais reprovado pelos que têm apenas o ensino fundamental 26,4% de bom/ótimo.

Se observado o critério de renda, o presidente alcança seus melhores índices entre os que possuem rendimentos superiores a R$ 9.981 mensais (67,2% de bom/ótimo) e sua pior avaliação entre os que ganham até R$ 998 (23,5% de bom/ótimo). Entre os que declararam não possuir rendimento, 42,2% atribuem conceitos de ruim/péssimo ao presidente.

Levantamento

A pesquisa foi feita com 1.022 pessoas, por telefone, entre os dias 28 e 31 de janeiro e conta com respondentes em 387 municípios, em 25 Estados e no Distrito Federal. O sexo de 17 respondentes foi atribuído por meio de sorteio porque os aplicadores não conseguiram identificar essa informação durante a entrevista. A precisão desta pesquisa é medida usando um intervalo de credibilidade. Neste caso, o intervalo calculado é de mais ou menos 3,1%.

A seleção da amostra foi aleatória e após a coleta o time de dados do JOTA Labs aplicou um modelo de regressão multinível para conjugar os dados da pesquisa aos dados do Censo antes de aplicar pós-estratificação usando variáveis como gênero, idade, escolaridade, renda, região do país e declaração de religião. Essa modelagem estatística é importante para garantir o balanceamento da amostra e segue técnicas propostas por professores como Andrew Gelman.


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