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Governismo

Apesar de tensão, governo tem apoio de 350 deputados em mais de 80% das votações

Ferramenta desenvolvida pelo JOTA permite acompanhar posicionamento dos parlamentares a respeito de diversos temas

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Presidente da República, Jair Bolsonaro no Congresso / Crédito: Marcos Corrêa/PR

Apesar das relações tensas entre o Executivo e Legislativo, pelo menos 350 deputados têm votado mais de 80% das vezes seguindo a orientação do governo Jair Bolsonaro (PSL). É o que mostra o índice de governabilidade do JOTA, que esta semana levou em conta 120.270 votos individualizados, em 237 votações.

Esse nível de apoio, porém, fica abaixo do registrado em momentos de maior popularidade de presidentes como Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso, que chegaram a registrar apoios superiores a 90% dos deputados em alguns períodos de suas gestões.

Para chegar a esse índice, o JOTA calcula a frequência com que os deputados seguem a orientação da liderança do governo. Há votações, no entanto, em que o governo Bolsonaro não registra nenhuma orientação de sua liderança.

Alguns partidos têm contribuído com apoio maior ao governo. O PSL, o Novo e o DEM, por exemplo, votam com a liderança do governo mais de 95% das vezes.

O comportamento individual dos deputados, a mudança semana a semana de cada bancada, além da relação entre deputados de um mesmo estado podem ser analisados em uma ferramenta interativa disponível para assinantes do JOTA PRO.

A ferramenta permite que os assinantes analisem as relações entre deputados e também o grau de influência de lideranças do Congresso. O vídeo abaixo mostra os resultados da ferramenta para o índice geral de apoio ao governo nas últimas semanas.

Previdência

O índice do JOTA também permitiu a previsão de resultados de votações importantes. No caso da reforma da Previdência, o modelo estatístico previu corretamente 98% dos votos a favor registrados para a aprovação do texto principal.

Nesse caso, o modelo usou não apenas o comportamento dos deputados nas votações passadas, mas foi ponderado por respostas deles a pesquisas de campo, a apuração dos jornalistas do JOTA, além do comportamento dos políticos nas redes sociais.

O índice considera como votos SIM para um projeto específico aqueles deputados que têm mais de 80% de probabilidade, segundo o modelo do JOTA, de votar pela matéria. Os deputados que têm menos de 20% de probabilidade de votar pelo texto são classificados como voto NÃO, enquanto aqueles que estão entre esses dois valores são considerados neutros.

A ferramenta interativa permite que o assinante altere esses valores, calculando os seus próprios cenários. No caso da Previdência, por exemplo, quando se considerava como voto SIM os deputados com mais de 50% de probabilidade e como voto NÃO aqueles com menos de 50% de chance, o modelo chegou muito próximo ao resultado final já em março deste ano, três meses antes da votação final na Câmara.


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