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Celebração

Sete anos de JOTA: grandes conquistas e desafios ainda maiores

Propósito de tornar as instituições brasileiras mais previsíveis é ainda mais necessário hoje do que quando nascemos

tributário

Sete anos se passaram desde o dia em que lançamos oficialmente o JOTA. Tempo suficiente para construir uma empresa da qual nos orgulhamos, mas pequeno demais em se tratando do projeto de nossas vidas. 

Em 2014, éramos apenas um grupo de jornalistas sonhadores querendo construir um veículo de informações jurídicas que fosse útil, técnico e fundamental para os tomadores de decisão terem notícias e análises confiáveis sobre um poder extremamente difícil de ser decifrado. 

Começamos pequenos. Um punhado de jornalistas que entendiam de Supremo, STJ e Carf — num momento em que essas instituições pareciam estar no ápice de sua importância. Quanta ingenuidade!

Naquele setembro de 2014, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, havia acabado de fechar seu acordo de delação premiada. Sergio Moro ainda era um juiz relativamente desconhecido do Paraná. Jair Bolsonaro, um deputado caricato do centrão. E Dilma Rousseff ganharia, em poucas semanas, uma das eleições mais apertadas da história, numa polarização política que parecia estar em seu limite. O Supremo vivia a ressaca do julgamento do mensalão e, mesmo muito presente nas discussões públicas, ainda parecia ser o árbitro entre os grupos antagônicos. 

Nestes sete anos, vimos o JOTA florescer. Ampliamos o foco da cobertura para os Três Poderes, nos consolidamos como umas das principais fontes de análise e inteligência sobre as instituições do país, recebemos investimento externo e ganhamos o prêmio de melhor startup de informação digital do mundo em 2019. 

Hoje, somos um time de 80 pessoas: jornalistas, engenheiros, cientistas, advogados, administradores, vendedores, analistas. Todos com o mesmo foco e a mesma missão de tornar as instituições brasileiras cada vez mais previsíveis. Aos colaboradores de hoje e às pessoas que passaram pelo JOTA e construíram a empresa conosco, nosso mais profundo muito obrigado. Graças ao talento de cada um, à garra, às ideias, às estratégias, aos pés no chão e também aos sonhos é que acreditamos que chegaremos muito mais longe, criando mais oportunidades de desenvolvimento para todo o time e entregando ainda mais valor aos nossos assinantes. 

Vivenciamos também uma transformação profunda no Brasil. Um difícil segundo mandato de Dilma, finalizado por um processo de impeachment. A prisão e a posterior anulação da condenação do ex-presidente Lula. O auge e o ocaso da Lava Jato e a metamorfose da imagem imaculada de Sergio Moro em uma outra, duramente questionada. 

Acompanhamos Bolsonaro crescer nas pesquisas e levar a facada. E, em sua recuperação, ser eleito presidente. Vimos a “antipolítica” se casar com o centrão e relacionamentos pessoais serem desfeitos pelas expectativas e pela realidade dos novos tempos.

Enfrentamos uma pandemia que matou milhões pelo mundo e centenas de milhares pelo Brasil. E, agora, o Brasil discute se existe uma real ameaça democrática, vê o desemprego crescer, a inflação voltar e o crescimento econômico tão necessário para o desenvolvimento social cair, projeção após projeção.

Nesse período, como cidadãos e como empresa, vivemos na pele as dificuldades de lidar com um Estado gigante e disfuncional, presente onde não precisaria estar, omisso onde não deveria ser. Cumprir o propósito do JOTA, de tornar as instituições brasileiras mais previsíveis, é mais difícil hoje do que há sete anos — e, justamente por isso, muito mais necessário. Seguimos firmes.