Agregador de Pesquisas

POLÍTICA

Agregador de pesquisas eleitorais do JOTA acerta resultado da eleição

Bolsonaro tinha 54,8% no agregador e acabou com 55,1%; Haddad apareceu com 45,2% e acabou com 44,9%

Pixabay

O agregador de pesquisas do JOTA acertou o resultado final das urnas. No agregador, atualizado na véspera da eleição, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aparecia com 54,8% de votos válidos, e ele acabou com 55,1% do total de votos válidos. Já Fernando Haddad (PT) apareceu no agregador com 45,2%, terminando nas urnas com 44,9% dos votos válidos. A diferença de apenas 0,3 pontos percentuais ficou muito abaixo do intervalo de confiança estabelecido pelo modelo e mais próxima da realidade do que os institutos individualizados.

O JOTA se prepara para a cobertura do novo governo reafirmando o compromisso com seus assinantes de utilizar as mais modernas ferramentas estatísticas para aumentar a previsibilidade no mercado brasileiro. Essas ferramentas são combinadas com apurações jornalísticas do time de jornalistas em campo, para trazer informações aos modelos estatísticos e confirmar os resultados com base em dados qualitativos.

House effects dos institutos

O resultado das urnas também permite que nosso modelo estatístico calcule os chamados house effects de cada instituto de pesquisa, ou seja, a influência dos métodos de cada empresa nos resultados de suas pesquisas. Na literatura da ciência política, diferentes professores apresentam modelos para medir os vieses em cada tipo de pesquisa (presencial ou telefônica, uso de robô ou outro tipo). Assim, é possível modelar quais institutos promovem vieses mensuráveis para cada resultado, considerando um ponto de referência.

Anteriormente, assumimos os valores do Datafolha como 0 e calculamos estimativas para outros institutos. O critério foi o de que o Datafolha acertou mais resultados em eleições anteriores (o que se repetiu neste segundo turno).

No cálculo de agora utilizamos o valor real das eleições no último dia 28 para ancorar o agregador. No gráfico abaixo, estão todas as estimativas pontuais com suas margens de erro (90%). Quanto mais próximo de zero e menor o intervalo, maior a acurácia e precisão daquele determinado instituto. Quanto mais à esquerda, mais favorável a Haddad, e quanto mais à direita, mais favorável a Bolsonaro.

Como podemos ver, mais uma vez, Datafolha obtém um viés de zero. A palavra viés, aqui, não representa nenhum juízo de valor em relação aos institutos, mas uma análise de quanto os resultados variaram em relação ao valor real da eleição: a questão central é a distância do resultado final. Isso pode acontecer pela diferença de dias em relação à data da eleição ou por diferenças metodológicas. O Ibope também apresenta uma distância próxima de zero, seguido por Ipespe e MDA.

FSB/BTG e Paraná Pesquisas, embora mostrem uma distância positiva para Bolsonaro, obtiveram resultados próximos do valor real das eleições. Idéia Big Data se assemelha às anteriores, mas com distância positiva para Haddad.Ou seja, os institutos se aproximaram do resultado final das urnas.Por fim, Vox Populi apresentou distância bastante positiva para Haddad, e Datapoder360, para Bolsonaro.

Pesquisas face a face X pesquisas por telefone

Este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitiu que pesquisas realizadas por telefone fossem registradas e publicizadas. Logo no começo da campanha, houve a questão se os dois métodos tinham a mesma qualidade.

A análise dos house effects  indica que, quando feitas com metodologia adequada, pesquisas por telefone podem obter resultados bastante acurados. É o caso, por exemplo, do Ipespe e da FSB/BTG que se aproximaram do resultado das eleições.


Cadastre-se e leia 10 matérias/mês de graça e receba conteúdo especializado

Cadastro Gratuito