Saúde

JOTA PRO

Vacinação: governo prevê 414,9 milhões de doses até dezembro e negocia mais 161 milhões

JOTA obteve acesso a planilha detalhada do governo sobre entregas de doses de vacinas e tratativas com farmacêuticas

Vacinação / Crédito: Ingrid Anne/Semcom

Assinantes JOTA PRO tiveram acesso, mais cedo, a documentos do governo com o cronograma de vacinação contra a Covid-19 atualizado, contendo as recentes tratativas para aquisição das vacinas das farmacêuticas Pfizer e Johnson&Johnson.

A estimativa traz cifras expressivas de doses. Até o final do ano, o governo trabalha com uma entrega de 575,9 milhões de doses de sete vacinas: Oxford/Astrazeneca, CoronaVac, Sputnik V, Pfizer, Moderna, J&J e Bharat Biontech.

No momento, há 414,9 milhões de doses contratadas das vacinas CoronaVac, Oxford/Astrazeneca, Bharat Biotech e do consórcio Covax Facility.

O governo está em tratativas com Sputink V, Pfizer, J&J e Moderna para comprar outras R$ 161 milhões de doses até dezembro.

 

JOTA PRO e a vacinação

O JOTA PRO Saúde, produto temático voltado para a regulação de saúde nas agências reguladoras e outros órgãos públicos do setor, tem acompanhado diariamente as tratativas para aquisição de vacinas — e antecipado diversas discussões.

O cronograma de vacinação apresentado hoje para os assinantes JOTA PRO foi mostrado horas depois a senadores, em sessão temática para tratar da pandemia com o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e a segunda diretora, Meiruze Sousa Freitas, assim como os representantes do Ministério da Saúde, Antônio Élcio Filho (secretário-executivo), e Francieli Fantinato (coordenadora nacional do Programa de Imunizações).

Nesta semana, a newsletter Apostas da Saúde mostrou na segunda-feira (1/3) que a Precisa Medicamentos, representante da vacina Covaxin no Brasil, adiou a reunião marcada com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prevista para a tarde da segunda-feira, mas pediu nova agenda ainda nesta semana.

O JOTA apurou que a empresa pretende apresentar à reguladora brasileira dados preliminares da fase 3 da pesquisa clínica do imunizante, realizada na Índia. Segundo a Bharat Biotech, desenvolvedora da vacina, essa etapa do estudo teve participação de 25,8 mil voluntários.

Nesta quarta (3/3), a farmacêutica indiana anunciou globalmente que sua vacina tem eficácia de 81%, segundo os dados preliminares do estudo. A newsletter complementou:

Desde a retirada da exigência da realização de estudos em fase 3 no Brasil, no início de fevereiro deste ano, existia dentro da agência a avaliação de que a vacina indiana teria mais condições de ser avaliada para uso emergencial do que a Sputnik V, da Rússia. A empresa, no entanto, decidiu prosseguir nas tratativas para a realização da pesquisa no país.

O Ministério da Saúde anunciou, na última semana, a assinatura de contrato para aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin, com entrega do primeiro lote a partir de março. Esse novo cenário pode exigir que a estratégia regulatória seja alterada e a Anvisa pode receber mais um pedido para autorização provisória. 

Nesta segunda-feira (1/3), a reguladora brasileira iniciou o processo para concessão de Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) da planta fabril da Bharat Biotech, na Índia. A inspeção está programada para durar até a sexta-feira (5/3)“.


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