Saúde

Agrotóxicos

23% dos alimentos analisados pela Anvisa possuem irregularidade com agrotóxico

Risco de exposição aguda aos ingredientes diminuiu no último período

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Crédito: Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira (10/12) estudo mostrando que, das 4.616 amostras de alimentos analisadas pela agência, 23% possuem irregularidades em relação ao uso de agrotóxico. As análises foram feitas com 14 tipos de alimentos coletados entre agosto de 2017 e junho de 2018. 

O estudo faz parte do primeiro ciclo do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxico em Alimentos (PARA), plano plurianual 2017-2020, e os dados são um importante subsídio para a reavaliação de ingredientes e registro de agrotóxicos.

Neste ciclo foram analisadas amostras de arroz, uva, goiaba, laranja, abacaxi, manga, alface, tomate, chuchu, pimentão, alho, batata doce, beterraba e cenoura coletadas em 77 municípios do país, exceto no estado do Paraná. As amostras representam 30,86% dos alimentos de origem vegetal consumidos pelos brasileiros, segundo a última pesquisa de orçamento familiar do IBGE.

Ao todo, a pesquisa investigou a presença de 270 agrotóxicos nos alimentos, localizando 122 nas amostras analisadas. Os cinco ingredientes ativos mais detectados foram, respectivamente: Imidacloprido, Tebuconazol, Carbendazim, Piraclostrobina e Ditiocarbamatos.

Diminuição de risco

Do total de amostras analisadas, em 49% (2.254) delas não foram detectados resíduos de agrotóxicos. Em 28% (1.290) foram detectados resíduos de agrotóxicos dentro do limite permitido. E, em 0,89% (41), foram detectadas potenciais situações de risco agudo. Nenhum dos agrotóxicos pesquisados e detectados ultrapassou a quantidade de ingestão diária recomendada.

Segundo a agência, em comparação ao último monitoramento, o risco agudo diminuiu. O risco agudo considera a exposição em até 24 horas, com o consumo de uma grande porção de alimento específico, em um curto período de tempo. Já o risco crônico considera o consumo diário de diversos alimentos por toda a vida.

A Anvisa ressaltou, no entanto, que a maior preocupação do órgão não é com a dieta, mas sim com o risco ocupacional do uso de agrotóxicos, ou seja, com o manuseio por quem trabalha com os ingredientes.


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