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Banco do Brasil: CVM abre processo para apurar boatos sobre saída do presidente

Processo administrativo foi aberto na última sexta-feira, após notícias de insatisfação de Bolsonaro com André Brandão

Banco do Brasil CVM
Brasília - O Banco do Brasil vai fechar agências bancárias, ampliar o atendimento digital, lançar um plano de aposentadoria incentivada e propor redução de jornada de trabalho para parte dos funcionários (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo na última sexta-feira (15/01) para apurar boatos sobre uma demissão do presidente do Banco do Brasil, André Brandão, supostamente a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

No dia em que foi veiculado que Bolsonaro demitiria Brandão da presidência do BB, as ações da companhia chegaram a cair 5% na B3. A União é acionista controladora do banco.

Bolsonaro estaria insatisfeito com a gestão de Brandão no BB, principalmente após o banco anunciar um plano de demissão voluntária e fechamento de agências em todo o Brasil.

No limite, caso as investigações avancem na CVM, a autarquia pode aplicar uma multa ao diretor de Relações com Investidores do BB e até à companhia por possível esclarecimento intempestivo (demora a prestar esclarecimentos sobre as notícias) do Banco do Brasil sobre os boatos ao mercado financeiro.

O BB divulgou fato relevante ao mercado na quinta-feira, informando que não havia recebido nenhuma comunicação formal por parte do acionista controlador (União) sobre qualquer saída ou demissão de seu presidente.


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