Do Supremo

Recado a magistrados

Toffoli: temos que nos resguardar, senão, perdemos a autoridade

Presidente do STF e CNJ defende cautela em redes sociais. Ministro diz que só participa de um grupo de WhatsApp

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Toffoli negou seguimento ao HC. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Dias Toffoli defendeu nesta quarta-feira (12/12) uma postura cautelosa por magistrados no uso de redes sociais. Em recado aos juízes, o ministro afirmou que “temos que nos resguardar, nos preservar, senão, perdemos a autoridade. É simples assim”.

A fala ocorreu durante reunião com os Conselhos e das Escolas de Magistratura sobre Mídias Sociais e Assinatura do Termo de Cooperação entre CNJ/ENFAM/ENAMAT para a edição de uma orientação para toda magistratura sobre o uso das mídias.

Toffoli contou aos participantes que, ao chegar ao STF em 2009, foi orientado a mostrar votos no Facebook, a ter Twitter e utilizar redes sociais.

“Eu até hoje nunca o fiz em respeito à instituição que integro. Sou um onze avos dela. Não sou ela. Até hoje não tenho Twitter, Facebookk. Só participo do grupo dos irmãos no WhatsApp. Não é pequeno porque são nove. Dos sobrinhos, que são 20, não participo”, disse.

“Eu não me sinto bem agora, como presidente do STF para falar em nome pessoal questões relativas a opiniões que possa ter, desejos que possa ter, porque o juiz não pode, é o encargo, o ônus que temos. Continuo e permaneço sem ter Twitter e rede social”, completou.

De acordo com o ministro, a presença dos juízes nas redes sociais representa um dos grandes desafios da administração judicial atual, sendo que é importante discutir questões como a superexposição e os limites das manifestações.

Para o ministro, “o uso das mídias sociais pode representar também algumas oportunidades institucionais para o Poder Judiciário, tais como instrumento de prestação de contas, divulgação de atividades e produtividade, transparência e proximidade com a comunidade, de modo que precisamos encontrar o equilíbrio”.

A ideia é que o grupo prepare uma reunião nacional sobre juízes e as mídias sociais a ser realizada no início de 2019, que terá como objetivo tratar da regulamentação aos normativos e aos padrões internacionais, bem como construirmos ações de capacitação voltadas aos magistrados e servidores do Poder Judiciário.


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