Do Supremo

Apuração

Toffoli quer providências sobre episódio de desentendimento de Lewandowski em voo

Presidente do STF enviou ofício à PGR e ao Ministério da Segurança sobre discussão com advogado que chamou Corte de vergonha

Ministro Dias Toffoli. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, enviou ofícios à Procuradoria Geral da República e ao Ministério da Segurança pedindo providências em relação ao episódio de desentendimento do ministro Ricardo Lewandowski com um passageiro que disse ter vergonha do tribunal.

Logo após a fala do advogado Cristiano Caiado Acioli, o ministro questionou se ele queria ser preso.

“Solicito que sejam adotadas providências cabíveis quanto aos fatos narrados pela Secretaria de Segurança desta Corte e consistentes em ofensas dirigidas ao Supremo, ocorridos, na data de ontem com o senhor ministro Ricardo Lewandowksi, em voo comercial que partiu de São Paulo com destino a Brasília”, escreveu Toffoli.

A PF vai apurar a discussão em um inquérito. O episódio aconteceu no voo de São Paulo para Brasília nessa terça-feira.  Acioli, 39 anos, que estava na primeira fileira, perto de Lewandowski, chama o magistrado, que estava mexendo no celular, pelo nome: “ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando vejo vocês”.

O magistrado não gostou da crítica e perguntou: “vem cá, você quer ser preso?”. O advogado, então, questionou Lewandowski se não podia se expressar e o ministro pediu ao comissário de bordo que a Polícia Federal fosse acionada.

O homem retrucou: “Eu não posso me expressar? Chama a Polícia Federal, então”. Lewandowski insistiu, se direcionando ao comissário de bordo: “Chama a Polícia Federal. Você vai explicar para a Polícia Federal”.

Após esse fato, agentes da Polícia Federal se dirigiram até a aeronave e questionaram se Acioli iria se manter tranquilo ou procuraria um novo tumulto.

Na chegada a Brasília, no entanto, o passageiro decidiu fazer um ato de repúdio ao ministro e pediu uma salva de palmas a quem concordasse com ele sobre o sentimento de vergonha em relação ao STF. Segundo ele, houve apoio de outros passageiros.


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