Do Supremo

Moro x Bolsonaro

PF quer depoimento de Bolsonaro em inquérito de suposta interferência na instituição

Chefe da investigação na PF afirma que apurações estão em estágio avançado e oitiva ocorreria nos ‘próximos dias’

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Presidente da República, Jair Bolsonaro / Crédito: Isac Nóbrega/PR

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisa pedido da Polícia Federal (PF) para tomar o depoimento do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). O pedido foi recebido na noite da última sexta-feira (19/6) pelo relator do inquérito que investiga a suposta interferência de Bolsonaro na PF, conforme declarou Sergio Moro. O gabinete do ministro confirmou que o documento estava sob análise na tarde desta terça-feira (23/6). 

“Senhor Ministro, Informo a Vossa Excelência que as investigações se encontram em estágio avançado, razão pela qual nos próximos dias torna-se necessária a oitiva do Senhor JAIR MESSIAS BOLSONARO, Presidente da República”, escreveu a chefe do Serviço de Inquéritos da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, Christiane Correa Machado, no ofício ao relator em 19 de junho. Ela preside a investigação.

A oitiva do investigado costuma ser a última etapa da apuração. No fim de maio, a delegada Christiane Correa Machado pediu a ampliação do prazo para as diligências da investigação. O relator do inquérito autorizou a instauração do mesmo em 27 de abril.

Dentre as diligências feitas no âmbito do inquérito, a PF já ouviu Sergio Moro, os três ministros do primeiro escalão do governo de Bolsonaro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência) e Braga Netto (Casa Civil).

Os investigadores também têm pedido informações a diferentes órgãos, como à Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, “a respeito da produtividade operacional da Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e das unidades da Polícia Federal no último triênio” e a Augusto Heleno a respeito das trocas de comando da chefia da segurança do presidente.


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