Do Supremo

Hacker

PF informa ao STF que não há inquérito contra Glenn Greenwald

Operação prende 4 suspeitos de invadir celular de Sergio Moro. Ação foi autorizada pela Justiça Federal do DF

Foto: arquivo Agência Brasil

A Polícia Federal informou nesta terça-feira (23/7) ao Supremo Tribunal Federal que não há inquérito aberto para investigar o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, site que tem divulgado as mensagens que são atribuídas a integrantes da Força-Tarefa da Lava Jato e o então ex-juiz Sergio Moro.

A informação foi repassada ao tribunal no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a Operação Spoofing, autorizada pela 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, com o objetivo de desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos e que teria tentado invadir o celular do juiz Sergio Moro e do procurador da República Deltan Dallagnol. Ao todo, quatro foram presos e serão transferidos para Brasília.

“Aportada a solicitação por meio do Oficio eletrônico n° 8.658/2019, foram consultadas as áreas técnicas deste órgão policial, a saber, a Corregedoria-Geral de Policia Federal, a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, a Diretoria de Inteligência Policial e a Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, restando evidenciado que não há inquérito policial instaurado com o objetivo de apurar a conduta do jornalista Glenn Greenwald”, escreveu o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.

A PF, no entanto, abriu inquérito para identificar os responsáveis por supostos ataques hackers aos celulares de Moro e de procuradores da República, que tiveram conversas privadas vazadas e divulgadas pelo site The Intercept Brasil, de Greenwald. Moro e procuradores, especialmente estão no centro de uma polêmica após a divulgação do Intercept Brasil de mensagens atribuídas ao ex-juiz e aos investigadores que mostrariam tratativas envolvendo o andamento da Operação, como o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa do petista usa o vazamento para tentar garantir a soltura do ex-presidente e reverter a condenação no caso triplex, que está em fase recursal no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na operação Spoofing, foram cumpridas 11 ordens judiciais, sendo sete Mandados de Busca e Apreensão e quatro Mandados de Prisão Temporária, nas cidades de São Paulo/SP, Araraquara/SP e Ribeirão Preto/SP. As prisões e buscas são de supostos hackers ou de pessoas que teriam atuado em conjunto com eles.

Em Araraquara, a PF cumpriu os mandados na casa da avó de um suspeito. Ele não estava em casa. Outros dois homens e uma mulher foram presos, e devem ser transferidos para Brasília.

Segundo a PF, Spoofing é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.


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