Do Supremo

Ataque

Senador Jorge Kajuru acusa ministro Gilmar Mendes de vender decisões

Parlamentar chamou ministro do STF de ‘bandido e corrupto’ e disse que ele será o primeiro na ‘CPI da Toga’

Kajuru
Senador Jorge Kajuru (PSB-GO) / Crédito: Ludmilla Gondim/Câmara Municipal de Goiânia

Depois de ataques de deputados incomodarem o Supremo Tribunal Federal (STF) a ponto de o presidente, ministro Dias Toffoli, ter instaurado inquérito para investigar ofensas aos ministros, o tom dos ataques de um parlamentar a um ministro subiu ainda mais nesta segunda-feira (18/3).

Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) acusou o ministro Gilmar Mendes de “vender sentenças”. “A CPI da Toga vai lhe convocar e você vai ser o primeiro a ser questionado“, afirmou o parlamentar após chamar o ministro de bandido e corrupto.

“Queremos saber como você tem 20 milhões de patrimônio. De onde tirou? De Mega Sena? Herança de quem? Foram das sentenças que você vendeu, seu canalha”, questionou Kajuru, durante entrevista a um repórter da rádio Bandeirantes.

https://www.youtube.com/watch?v=J-57762sPHM

“Ele viaja 12 vezes por mês a Portugal com o dinheiro de vocês. Tem vários imóveis lá”, continuou. Questionado sobre a soltura do ex-governador do Paraná, Beto Richa, ele respondeu:

“Beto Richa é sócio dele, Aécio Neves é sócio dele, o Marconi Perillo é sócio dele”, afirmou.

Além disso, ao mesmo tempo em que falou sobre a importância de movimentos populares na rua, Kajuru criticou a cobertura da imprensa.

“A verdade é uma só. Se não houver participação de vocês, heróis da resistência, porque vocês botam a cara nas câmeras. (…) A imprensa goiânia em sua maioria é corrupta, não vem registrar manifestação de vocês”.

“Então, como a imprensa é um poder tão corrupto quanto o Executivo, Legislativo e Judiciário, a imprensa se ausenta. Mas nós temos o poder das redes sociais hoje. Elas dão mais audiência do que qualquer TV de Goiás”, disse.

Atualização

O ministro Gilmar Mendes enviou às 17h58 desta terça-feira (19/3) um ofício ao presidente do STF, Dias Toffoli, para que o ministro adote “providências que entender cabíveis” quanto às declarações de Jorge Kajuru.


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