Do Supremo

Diligências

Fachin prorroga inquérito sobre supostos pagamentos da Odebrecht a Rodrigo Maia

Ministro deu prazo menor do que pedido pela PGR. PF vai ouvir delatores e identificar telefones do deputado

Foto: Marcelo Camargo/EBC/FotosPúblicas

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prorrogação das investigações do inquérito que apura se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e seu pai, o ex-prefeito César Maia, foram beneficiados por suposto esquema de corrupção envolvendo a Odebrecht.

Fachin atendeu em parte o pedido da Procuradoria-Geral da República e concedeu um prazo menor para a conclusão do caso. O Ministério Público Federal requereu que as apurações fossem prorrogadas por mais 60 dias, mas o ministro determinou que as diligências restantes sejam finalizadas em 30 dias.

Entre as questões pendentes estão a tomada de depoimentos de delatores e a identificação de telefones usados pelo presidente da Câmara, que podem confirmar versões de delatores.

Relatório elaborado pela Polícia Federal feito a partir de análise nos sistemas de pagamento de propina da Odebrecht mostrou o pagamento de R$ 1,4 milhão para codinomes que são apontados como os que eram usados por ex-executivos da empreiteira para identificar Maia (Botafogo e Inca) e seu pai, o ex-prefeito do Rio César Maia (Déspota).

Em relação a Maia, são mencionadas duas ordens de pagamento nos valores de R$ 800 mil e R$ 300 mil, mas execuções de pagamento de R$ 608 mil e R$ 300 mil. Sobre César Maia, foram localizadas ordens de pagamento de R$ 950 mil e desembolso de R$ 550 mil no sistema de propinas da Odebrecht.

A chefe do MPF afirma que “os elementos de prova até então produzidos durante a investigação indicam que os fatos narrados pelos colaboradores configuram os crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro”.

Segundo o parecer, a Odebrecht informou ainda que localizou registro de cinco visitas de Maia na sede da empresa (08/0912008, 30/09/2010, 04/0712011, 01/11/2012 e 15/12/2011). Dodge não faz considerações de implicações diretas ao presidente da Câmara e pede a prorrogação das investigações por mais 60 dias. Portanto, não deve haver uma conclusão do MPF sobre o caso durante esse período.

O inquérito que apura as condutas de Rodrigo e César Maia foi aberto no STF a partir das delações da Odebrecht. Colaboradores da empreiteira afirmaram que os políticos teriam solicitado e recebido da Construtora Odebrecht vantagens indevidas entre 2008 e 2013.


Faça o cadastro gratuito e leia até 10 matérias por mês. Faça uma assinatura e tenha acesso ilimitado agora

Cadastro Gratuito

Cadastre-se e leia 10 matérias/mês de graça e receba conteúdo especializado

Cadastro Gratuito