Do Supremo

STF

Fachin autoriza PF a deflagrar Operação Tira Teima

Ação busca informações sobre pagamento de propinas a políticos e mira aliados de Eunício Oliveira

PF realizou busca e apreensão na casa do coronel. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (10/4) a Operação Tira Teima, que apura pagamentos de vantagens indevidas, por partes de um grupo empresarial a políticos, para obter benefícios em medidas de interesse do grupo econômico. A ação foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Não há detalhes dos alvos e não foram decretadas prisões.

São cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São Paulo/SP, Goiânia/GO e Fortaleza/CE. A finalidade das medidas é para buscar documentos e outros elementos de aprofundamento da investigação, considerando a notícia de doações de campanha abalizadas através de contratos fictícios.

As primeiras informações dão conta de que a Operação Tira Teima teria relação com a delação da Hypermarcas e atingiria supostos aliados do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) – que não é alvo da PF. As buscas foram requeridas pela Procuradoria-Geral da República ao STF.  A PF analisa contratos fictícios e doações eleitorais. Em fevereiro, a Hypermarcas mudou de nome para Hypera Pharma.

Em nota, a Hypera Pharma afirmou que “há operação de busca e apreensão no escritório da Companhia em São Paulo para colher documentos relacionados à colaboração do ex-diretor de Relações Institucionais da Companhia, Nelson Mello. A Companhia reitera que não é alvo de nenhum procedimento investigativo, nem se beneficiou de quaisquer atos praticados isoladamente pelo ex-executivo, conforme já relatado ao longo do ano de 2016 em vários comunicados. ”

Mello afirmou aos investigadores em seu delação premiada que repassou R$ 5 milhões para a campanha do presidente do Senado ao governo do Ceará em 2014 por meio de contratos fictícios.

Além da Operação Tira Teima da Lava Jato, a PF realiza nesta terça uma segunda ação, em Minas Gerais, onde são cumpridos dois mandados de busca e apreensão. O objetivo das medidas também é recolher provas da prática de crimes contra a Administração Pública como lavagem de dinheiro e associação e organização criminosa. A ação foi autorizada por Dias Toffoli.


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