Do Supremo

Delação

Dodge pede ao STF para fatiar apuração da JBS e manter caso de Onyx na corte

Implicação sobre futuro ministro da Casa Civil envolve suposto repasse de R$ 200 mil por caixa 2

O ministro extraordinário de transição de governo, Onyz Lorenzoni, e Gustavo Bebianno, deixam o Centro Cultural Banco do Brasil.Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a PGR defendeu fatiar apurações de trechos da delação da JBS e defendeu a manutenção na Corte de implicações feitas pelos colaboradores que envolvem o futuro ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni do governo Bolsonaro.

Onyx foi citado pelos delatores como destinatário de supostos repasses de R$ 200 mil por caixa 2. No parecer, a chefe do MPF, Raquel Dodge, afirma que é preciso analisar o casos individualmente porque os relatos dos colaboradores da J&F apontam peculiaridades em cada doação e que, por isso, é conveniente a autuação de petições autônomas para análise dos fatos.

Segundo a PGR, a medida visa a dar celeridade às investigações que tratam de autoridade que manterão prerrogativa de foro perante à Suprema Corte.

“Os distintos relatos de repasse de verbas envolvendo diversas autoridades públicas, em contextos que não guardam relação entre si, demandam o desmembramento dos presentes autos, de modo que cada procedimento siga o curso próprio”, escreveu.

Em 2017, Onyx admitiu ter obtido da empresa, para a campanha de 2014, R$ 100 mil não declarados à Justiça Eleitoral, por meio de caixa dois e chegou a pedir desculpas. Uma planilha repassada pelos delatores, no entanto, apontou suposto repasse de 2012, ano de eleições municipais e no qual ele não foi candidato. Conforme os delatores, o repasse foi feito em 30 de agosto de 2012 em dinheiro vivo.

Além de Onyx, também há pedidos para apurações na Corte sobre Paulo Teixeira (PT/SP), Alceu Moreira (MDB/RS), Jerônimo Goergen (PP/SR), Zé Silva (SD/MG) e Marcelo Castro (MDB/PI). Envolvem também os senadores Ciro Nogueira (PP/PI), Renan Calheiros (MDB/AL), Wellington Fagundes (PR/MT) e Eduardo Braga (MDB/AM).

Segundo o ex-executivo Ricardo Saud, o dinheiro de caixa dois para Onyx e para um grupo de outros 18 políticos nas eleições de 2012 teve a finalidade de “manutenção de bom relacionamento com políticos”.


Faça o cadastro gratuito e leia até 10 matérias por mês. Faça uma assinatura e tenha acesso ilimitado agora

Cadastro Gratuito

Cadastre-se e leia 10 matérias/mês de graça e receba conteúdo especializado

Cadastro Gratuito