Do Supremo

Declaração de Janot

Cármen: PF não encontrou nada na JBS contra ministros e caso será arquivado

Apuração feita a pedido do STF após declarações de Janot em meio a reviravolta na colaboração

Cármen Lúcia fala sobre conclusão de apuração da PF. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta quarta-feira (21/6) que a investigação contra ministros da Corte por terem sido mencionados em áudios da colaboração premiada da JBS será arquivada, uma vez que a Polícia Federal não encontrou nada que incrimine qualquer dos magistrados.

A Polícia Federal apurava citações a integrantes da Corte por pedido de Cármen Lúcia feito após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmar que áudios inéditos da delação de executivos da frigorífica poderiam comprometer ministros da Corte. As declarações de Janot foram feitas em setembro do ano passado em coletiva convocada para informar que os delatores teriam omitido gravações, o que poderia levar à rescisão da delação que atingiu diversos políticos e, segundo ele, poderia chegar ao Supremo.

No início da sessão plenária do STF desta quarta-feira, a ministra rechaçou a possibilidade de magistrados do Supremo estarem envolvidos em qualquer ato ilícito e classificou as declarações de Janot de “inadequadas, para dizer o mínimo”.

Segundo ela, a conclusão da PF deixa “claro que os cidadãos podem continuar confiando no STF, que tem compromisso com a ética, não pendendo qualquer dúvida” contra seus integrantes.

“Recebi do diretor-geral da PF conclusão da investigação de observações feitas pelo então PGR sobre eventuais referências a ministros deste STF em gravações tomadas numa colaboração. E como o resultado definitivo é negativo, determino a extinção e o arquivamento do processo”, afirmou a ministra.

Cármen aproveitou para ressaltar que o Supremo tem compromisso com a Constituição e com o princípio da moralidade, e que “não poderia pender qualquer tipo de dúvida, por mais leve que fosse, sobre a condutas daqueles que integram o STF”.


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