Sem Precedentes

SEM PRECEDENTES

É possível prever como André Mendonça julgará se for ministro do Supremo?

Há dúvidas sobre como Mendonça vai atuar no tribunal caso a indicação seja admitida pelo Senado

Este episódio de Sem Precedentes, podcast do JOTA sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), tenta responder se é possível prever, com base em posicionamentos e decisões passadas, como um candidato ao tribunal vai se comportar depois de assumir o cargo. O perfil atualmente em escrutínio é de André Mendonça, que deve ser o próximo indicado de Jair Bolsonaro (sem partido) a uma cadeira no Supremo.


Há dúvidas sobre como Mendonça vai atuar no tribunal caso a indicação seja admitida pelo Senado. E essa é uma das razões para muitos bolsonaristas não estarem trabalhando seriamente pela aprovação do nome dele.

Desconfiam que ele, ao chegar ao tribunal, não atenderá às demandas do governo, conforme gostariam. Alguns o comparam ao ministro Edson Fachin, que a indicação por Dilma Rousseff não foi suficiente para que ele desse decisões contrárias ao impeachment da presidente e depois acabou como relator da Lava Jato.

Desde julho, a indicação de André Mendonça estava parada no Senado. Ele conta com apoio político fragmentado, sendo que nem mesmo o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), tem atuado com afinco pela aprovação. O senador Flavio Bolsonaro (PATRI-RJ) é tido como um dos críticos.

Nesta semana, a indicação deu um passo burocrático, com a leitura da indicação Mendonça e o envio para a Comissão de Constituição e Justiça. Agora, cabe a Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão e um dos principais adversários da indicação, marcar a data da sabatina.

O Sem Precedentes é apresentado por Felipe Recondo, diretor de conteúdo do JOTA. Os participantes fixos são Juliana Cesario Alvim, professora da Universidade Federal de Minas Gerais; Diego Werneck, professor do Insper, em São Paulo; e Thomaz Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Novamente, Rogério Bastos Arantes, professor de ciência política da USP, é convidado especial.

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