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Trio do baterista Joe Farnsworth convida Wynton Marsalis em Time to Swing

Pianista Kenny Barron e baixista Peter Washington completam o dream team

Joe Farnsworth / Crédito: Wikimedia Commons

O baterista Joe Farnsworth, 52 anos, é um respeitado “músico para músicos”, com discografia de mais de 50 álbuns na condição de sideman, dos quais a maioria – sob a liderança do saxofonista Eric Alexander ou do pianista Harold Mabern – gravados pelas etiquetas HighNote e Smoke Sessions, respectivamente.

Neste mês em curso, porém, Farnsworth passa a merecer especial atenção dos jazzófilos com o lançamento, pela Smoke Sessions, do CD Time to Swing, no comando de um quarteto integrado pelo icônico trompetista Wynton Marsalis.

Na verdade, o conjunto inicialmente configurado por Farnsworth seria um trio com dois outros músicos do primeiro escalão: o septuagenário pianista Kenny Barron (declarado jazz master pela National Endowement for the Arts em 2010) e o estimado baixista Peter Washington, 56 anos. Mas por entendimento das partes – e “para o bem de todos e felicidade geral da nação”, como teria dito Dom Pedro I – o grande Marsalis fez questão de atuar nas quatro primeiras das 10 faixas de Time to Swing. Ou seja, em um terço do CD.

Ken Micaleff, da JazzTimes, ficou empolgado com o novo registro de Farnsworth, Barron & Cia. Não fez por menos, e assim iniciou a sua review:

“Se você for comprar este ano um único disco para matar a sede de um jazz swinging, com um certo toque ainda tradicional, Time to Swing aí está”.

A seu ver, enquanto muito do chamado jazz moderno parece “concebido por pura provocação intelectual”, o álbum da Smoke Records “gera aquele sentimento bom do cerebelo musical, do coração”, na linha do axioma de Keats (1795-1821): “A thing of beauty is a thing of joy for ever”.

As quatro faixas nas quais o baterista-líder, o pianista Barron, o baixista Washington e o trompetista Marsalis atuam juntos são: The good shepherd (7m40), original de Farnsworth; Hesitation (5m10), tema de Marsalis de 1983, com o solista excitante, particularmente envolvente, no trompete com surdina; Darn that dream (7m30), standard da década de 1930, de Jimmy Van Heusen; Down by the Riverside (5m30), inesquecível spiritual festivo da “biblioteca” do velho jazz.

Dos temas selecionados pelo trio piano-baixo-bateria, Lemuria (4m35), da pena do mestre Kenny Barron, é sem dúvida “a thing of joy forever”, ponto alto do disco em matéria de técnica, entendimento e criatividade em altíssima voltagem. Especial destaque ainda para a versão de Monk’s dream (7m40), de Thelonious Monk, e de duas peças da Ellingtonia também inesquecíveis: Prélude to a kiss (7m10) e The star-crossed lovers (5m30), esta da suíte Such Sweet Thunder, obra-prima de 1956 dedicada a William Shakespeare.

É possível ouvir Samples de Time to Swing emhttps://music.apple.com/us/album/time-to-swing/1523926606

Lemuria pode ser apreciado abaixo:


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