Departamentos Jurídicos

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Seja inovador, seja curioso

Por vezes, pequenos ajustes podem fazer muita diferença

Imagem: Pixabay

Você é curioso? E inovador? Você já pensou nesses dois conceitos ou características de forma sinérgica?

Muito se fala no mundo corporativo sobre inovação. E, de fato, para sobreviver nos dias atuais é preciso ser cada vez mais inovador, seja nas empresas, seja na vida pessoal, ou até mesmo nos relacionamentos.

A questão que aqui pretendemos abordar é que, geralmente, se concebe inovação do ponto de vista de algo “revolucionário”, talvez até disruptivo, como um “super” produto ou serviço, algo que ninguém havia considerado ainda, ou um novo sistema/”software” ou aplicativo, muitas vezes ligado a alta tecnologia. Inovador seria algo “hiper extraordinário”.

Entendemos que nem sempre é preciso ser algo nessa magnitude para ser considerado inovador. Inovar pode ser algo simples.

Defendemos que não necessariamente a inovação esteja na revolução, podendo ser apenas uma questão de postura e de mentalidade. Por vezes pequenos ajustes podem fazer muita diferença.

Ainda existem departamentos jurídicos um tanto tradicionais, e de certa forma não adaptados ao mundo das empresas do Século XXI, assim como existem colegas que adotam posturas um tanto passivas nas organizações, e ainda “esperam” que os assuntos e as questões cheguem ao seu conhecimento. Ainda esperam…

Inovação pode ser “apenas” uma questão de mentalidade, de postura, de atitude, e por vezes uma pessoa curiosa já pode inovar estando atenta ao que ocorre ao seu redor.

Ajustar ou até mudar a estratégia ou a tática, considerando por exemplo novas formas de atuar ou pequenos ajustes, pode gerar resultados muito interessantes.

Conhecer mais e melhor “como funciona” a sua empresa pode ser um enorme diferencial, e por mais que se fale (já há muitos anos) sobre esse novo perfil do advogado corporativo, inúmeros são os exemplos dos colegas que sequer conhecem de fato as instalações operacionais, os detalhes dos processos, o “jeito” de fazer da empresa, detalhes da rede de distribuição, concorrentes e assim por diante.

Para advogados ainda muito passivos, e que não perceberam o valor do conhecimento real do negócio (“in loco”/mão na massa), pode soar “estranho”, mas certamente será uma atitude que pode mudar a sua vida no trabalho. E para melhor!!

Demonstrar preocupação com o negócio da sua empresa, conhecer todo o “processo” (seja no segmento que for), a maneira de ser fazer as coisas, pode ajudar muito a “ter idéias”, e muitas deles podem realmente ajudar o negócio.

Quanto mais curioso você for (logicamente, sem ser chato ou exagerado!) e mais tentar conhecer todos os detalhes e aspectos da operação, mais você verá oportunidades e chances de fazer alguma coisa diferente, algo que com pequenos ou grandes ajustes gere impactos positivos.

Como exemplo, listamos casos concretos em que o departamento jurídico percebeu que o processo de compra de uma empresa poderia ser melhorado, com a padronização de algumas cláusulas e procedimentos, assim como já há casos de empresas em que o poder de compra foi aumentado graças a questões que o jurídico identificou, e ainda casos em que uma mera “caminhada” pela fábrica, com o “olhar” do jurídico, reduziu perdas e riscos. Muito pode ser feito!!

Além disso, o fato do jurídico se mostrar mais interessado (curioso nesse sentido também vale!!) e “ir” aos locais, procurar de fato entender os assuntos, costuma romper várias barreiras com os “Business Partners” e ajudar muito no relacionamento.

Converse com seus parceiros e procure realmente entender por que certas coisas são como são, por que são feitas dessa ou daquela maneira, por que não se tenta mudar aqui ou ali… A experiência mostra que haverá casos em que a maneira como a empresa opera de fato já é a melhor e a mais eficiente, mas nem sempre, havendo casos em que não se fez ainda de outra forma por não ter sido questionado ou pensado.

Desde que não invada competências, um jurídico mais curioso (e,portanto, mais ativo e ainda pró-ativo) pode “fazer toda a diferença”.

Em termos de equipe, estimule a sua a ser mais curiosa, a pensar em outras formas de se fazer o que “sempre foi assim”, pois podem surgir maneiras mais eficientes, rápidas, baratas ou seguras.

No conceito de atitude e de mais inovadora e até empreendedora, incentive a curiosidade e o próprio interesse genuíno dos advogados pelo negócio e por maneiras de ajudar o negócio e melhorá-lo, ainda que a questão não seja propriamente jurídica.

O jurídico como parte do time e do negócio, pode e precisa ajudar, pode e precisa inovar. E além dos robôs, dos equipamentos e da inteligência artificial e automação, considere a inovação pela curiosidade.

Essa atitude “normal”, pode ser considerada moderna, e ajudar muito o seu trabalho e a sua empresa.

Quer ser inovador? Seja curioso! Que tal pensar um pouco nisso, hoje?

Esse é um dos temas que a atual realidade dos departamentos jurídicos inovadores mais demanda, e que mais se estuda e debate nos diversos foros que já temos no País. Procure conhecer mais. Pode ser útil a você, e a sua equipe!


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