Departamentos Jurídicos

Análise

Os líderes nos departamentos jurídicos das empresas

A armadilha do ‘micro gerenciamento’

Imagem: Pixabay

Você é (ou pretende ser) gestor ou “micro-gestor”? Uma das evoluções do mundo corporativo nas últimas décadas é a percepção de que o trabalho é realizado em equipes, em times, na linha dos esportes coletivos – e de que os “antigos chefes” foram substituídos por líderes.

Trata-se de uma enorme evolução, que revolucionou o trabalho nas empresas, e nas organizações/instituições em geral. Transformou o trabalho.

Agora, Tudo é feito em equipe. E essa realidade impacta todas as relações, tudo o que fazemos, e o nosso modo de exercer a profissão; e de trabalhar.

Se a “chefia” já era difícil e complexa, o desafio do líder é ainda maior – e a literatura, assim como o “catálogo de cursos”, é abundante nas sugestões e nas chamadas “técnicas” sobre liderança.

Como os chefes que apenas mandam já não são aceitos, e como agora temos que valorizar os lideres, que motivam, e que inspiram suas equipes, e que com diretrizes claras, com os recursos adequados e com metas (factíveis) bem alinhadas, conseguem que as equipes (no conjunto) alcancem bons resultados – torna-se fundamental entendermos todas essas relações e papéis.

Seja você um líder inspirador, servidor, ou com a terminologia ou a filosofia que você preferir (ou conseguir) seguir, certamente você terá que liderar pelo exemplo, na melhor concepção do “walk the talk”.

Lembre-se de que as pessoas já não “ouvem” muito umas as outras, e de que não se aprende por audição, mas por imitação. Ou seja, todos prestamos atenção nos exemplos que percebemos (e recebemos) dos nossos lideres (pais, ídolos e tantos outros).

Inspirar, motivar, liderar são fundamentais, mas cuidado com algumas armadilhas que podem minar o seu tempo, os resultados e até mesmo a equipe.

O líder-gestor deve realmente gerir, mas “no macro”, nas diretrizes, nos objetivos, nas metas, e nos resultados.

Quando o líder (que pretende ser gestor) se ocupa de questões operacionais, “braçais”, e fica no “Micro”, até mesmo pela má administração do tempo ele se torna menos eficaz. E, no limite, desnecessário.

Esse enorme erro, afeta não apenas a produtividade do próprio líder quanto de toda a equipe, e ainda “passa” um péssimo exemplo a todos.A “micro-gestão” na realidade é a “não gestão”, pois em grande parte, esse líder que com o micro se ocupa, praticamente não gere de fato.

O micro-gerenciamento, ou a preocupação com os “detalhes dos detalhes”, o exagero da forma como se se faz, o “micro” do que as pessoas fazem é um dos riscos mais frequentes.

Preocupe-se mais com a formação da sua equipe, com a “certeza” de estar trabalhando com as melhores e mais comprometidas pessoas que puder, com as ferramentas necessárias, com prazos realistas e com a clareza do que precisa ser feito e dos resultados esperados (com as diretrizes necessárias e corretas) do que o micro detalhamento de como cada pessoa atuará.

O líder deve estar preocupado com a efetiva gestão, com as grandes linhas que permitirão, e que ajudarão, o time a alcançar os resultados pretendidos. Ele será chave para o sucesso do grupo, se agir assim.

Permita que a sua equipe faça a micro gestão (atue nas pequenas coisas e tarefas) “do jeito dela”, respeitando a diversidade, a criatividade, as competências, o estilo e a personalidade de cada um. Lembre-se, inclusive, de que cada pessoa é única e necessariamente diferente de todas as demais. Em outras palavras, ninguém fara nada exatamente como você faz – e isso é muito bom!!).

Se todas as pessoas na sua equipe tentarem fazer as coisas exatamente como você detalhar, além de ser impossível, seria, também, improdutivo. E elas gastariam tempo e energia não em produzir e conseguir bons resultados, mas apenas em tentar agradar e imitar.

Além disso, se você não aprender a delegar, e a confiar na sua equipe, você não será propriamente um líder, e perderá tempo demais. O líder não deve ser meramente imitado, mas sim liderar!! Apontar caminhos para que a equipe consiga chegar onde pretende. Seja líder, “no macro”, e deixe o “micro” para que cada um faça da sua maneira.

Reflita mais sobre esse tema, e sobre as melhores práticas da advocacia corporativa atualmente utilizadas no Brasil. Pode ajudar muito o seu trabalho e a sua carreira.


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