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Departamentos jurídicos: quem paga a conta?

Procure refletir sobre esse tema e encontrar maneiras para efetivamente conversar com ‘a empresa’

Crédito: Pixabay

Quem paga as contas na sua empresa (no sentido de alocação de recursos)? Você já pensou nas “contas” que são alocadas ao departamento jurídico, inclusive com relação a contratos, operações e contencioso, que afetam o seu “orçamento” e que talvez não devessem ser propriamente “suas”?

O Mundo Corporativo “faz contas”! E, o tempo todo! Esta é uma das máximas que mais ouvimos no tocante às empresas, que naturalmente sempre buscam resultados, querem aumentar suas vendas e receitas, reduzir problemas, despesas e custos, etc.

E poucas são as empresas que efetivamente se dão conta (com o perdão do pleonasmo proposital) de que a própria operação (desenvolvimento, produção, comercialização, distribuição etc. de produtos e de serviços) tem ao menos dois lados, o que fatura e o que custa (além do que gera de custos). “Tudo isso” é da empresa, mas como se aloca?

Se de um lado é verdade mesmo que as empresas vivem fazendo contas, é igualmente verdade, de outro, que as diversas unidades e áreas “só querem” as contas boas/positivas.

E quem “fica” com as contas “não boas”? Quem paga, por exemplo, o custo de negociações? Quem arca com as despesas para os advogados viajarem para atuar em projetos? E o “patinho feio” (em muitas instituições) do contencioso, quem paga? 

Se o departamento jurídico tem suas próprias contas e despesas, deveria ter também as suas receitas. Isso acontece na sua empresa?

Tem sido muito comum nas empresas que o departamento jurídico tenha que arcar não apenas com as suas próprias despesas (conceito este que, também, não é uniforme) como com as das operações que apoia no tocante aso advogados, sistemas e apoio, mas ainda é raro que receba as receitas que consegue para a empresa.

Muito mais do que meramente injusto, esse sistema pode ser danoso à empresa e ao resultado final. Sabemos que as pessoas e áreas que “pagam as contas” tomam muito mais cuidado com as despesas que geram, e que com isso se consegue muito mais eficiência e resultados positivos, além do efeito pedagógico gerado.

Este conceito de quem paga as contas pode (e deve) ser aplicado a todos os custos, incluindo tempo, espaço, sistemas etc., mas as despesas com o apoio jurídico em si (salários e honorários, e despesas diretas) já deveriam ser alocadas às respectivas áreas da empresa há muito tempo. E ainda é raro.

O assunto tem se tornado ainda mais preocupante com a chegada de temas como automação, “Compliance”, “relações institucionais/governamentais” e outras, que em grande parte geram custos ao jurídico como se “dele fossem”.

Naturalmente, a questão foge ao controle dom departamento jurídico, pois não é ele quem define tudo isso, mas é importante que tenhamos consciência dessa questão e que nos preparemos para o embate pela correta alocação, e o conceito da conta pedagógica pode ser um grande aliado.

Procure refletir sobre esse tema e encontrar maneiras para efetivamente conversar com “a empresa” (com o CEO, por exemplo), demonstrando não apenas a necessidade da justiça com a correta alocação de recursos, mas também o efeito positivo de todos prestarem mais atenção nos custos, e juntos lutarem pelos resultados melhores.

Que tal pensar um pouco nisso, hoje? Esse é um dos temas que a atual realidade dos departamentos jurídicos inovadores mais demanda, e que mais se estuda e debate nos diversos foros que já temos no País. Procure conhecer mais. Pode ser útil a você, e a sua equipe!


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