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As fases da Lua e a advocacia corporativa

O que se pode aprender com a Lua e com a natureza?

Pixabay

O que as fases da lua e as estações do ano podem ensinar à advocacia corporativa? Podem ajudar a entender, e a aceitar, por exemplo, que os dias não são iguais, nem na natureza, nem na vida – e nem nas empresas. E, em função disso, temos que aprender a perceber, e a conviver com essas diferenças. E ainda a obter o maior proveito possível dessa diversidade.

Cada dia ou período tem as suas características, suas belezas, seus desafios, seus pontos que podem nos agradar ou desagradar. E para alguns deles podemos nos preparar. Todos temos ao longo da vida dias “mais calmos” e mais “nervosos”, períodos de sol e de chuva, quentes ou frios (ou mesmo mornos), assim como apreciamos “noites de lua cheia” e “noites de lua minguante”, “nova” etc.

Muitos podem preferir a lua cheia, grande, bonita, completa/inteira, romântica, super clara… Outros podem entender a importância e a vida nova trazida pela lua nova/crescente, e mesmo a natural importância (e o simbolismo do fechamento de ciclo, da lua minguante). Todas as luas têm a sua beleza, a sua razão, o seu significado e as suas consequências (como no caso das marés).

Parte dos ciclos da vida, assim como os da lua, ou do ano, são previsíveis, são mais ou menos “os mesmos” naquela periodicidade conhecida, pois já fazem parte do histórico natural que há milênios se conhece (a despeito do aquecimento global e dos fenômenos climáticos dos últimos anos que vem alterando bastante essa previsibilidade). Para esses, podemos (e devemos) nos preparar.

Sabemos (como mencionado acima) que o mundo e o clima são agora bem diferentes, e há muita coisa imprevisível e inconstante (como invernos bem mais rigorosos em alguns lugares e ondas de calor em outros), mas ainda assim há uma certa previsibilidade, muito mais evidente nas fases da lua.

Na mesma linha, cada estação do ano tem a sua importância, as suas características, e a sua beleza, ainda que uns prefiram a beleza e a nova vida da primavera, a alegria do verão, o charme do inverno ou a renovação do outono.

O paralelo nos parece bem adequado, e da mesma maneira que na natureza, não se pretende obter aqui a unanimidade nesse aspecto, apenas registrar uma forma de se lidar com as “fases na empresa”. E propor uma maneira de facilitar o nosso trabalho. No calendário corporativo anual, já se sabe que logo no início do ano civil a “correria” será para se “fechar” o balanço do ano anterior, depois preparar as assembleias ou as reuniões de sócios, por vezes eleger nova gestão, preparar relatórios, conferir metas anuais, etc.

Da mesma forma, ao longo do ano se tem os fechamentos trimestrais e os semestrais, as metas periódicas, a época da declaração de renda, o período de auditoria, e mais para o final os planejamentos para o ano seguinte, bem como eventuais dissídios e fiscalizações regulares, renovações de licenças, certos tributos, reajustes de valores periódicos, cumprimentos de obrigações anuais, etc.

Existem, ainda, outros marcos periódicos que variam de segmento para segmento, de ramo para ramo e até de empresa para empresa.

Para “esses” (conhecidos), certamente podemos nos preparar e planejar, como “fazemos”, por exemplo, com o “calendário da academia” que muitas vezes é mais firme no verão, a contratação de mão de obra na época da colheita nas fazendas, ou a temporada de roupas e alimentação mais pesadas no inverno.

Sabemos, também, que “não é boa ideia” pensar em viagens à América Central no inicio do segundo semestre do ano, em função da altíssima probabilidade de furacões, nem pintar a casa no verão brasileiro, por conta da temporada de chuvas. De outro lado, sabemos que é preciso pensar no que não sabemos, e não controlamos, ou seja, temos os “imprevistos”. Que tal “reduzir” o impensado pensando no que é recorrente?

Ter uma boa ideia do que é cíclico, do que tem uma certa previsibilidade e constância, ajuda muito na preparação e no planejamento de tais pontos. E como consequência desse planejamento, já se reduz a quantidade das incertezas ao que realmente não se imagina que aconteça (será uma quantidade bem menor de eventos do que se não pensarmos no assunto e deixarmos “tudo no mesmo balaio”).

Sabemos sim da existência dos imprevistos e da “força maior”, assim como as chuvas que talvez cheguem “sem avisar”, ou os “dias frios fora de hora”, mas ter uma boa ideia de cada grupo de eventos ajudará muito.

Nesse paralelo com a natureza, é sabido que nas empresas surgem questões inesperadas, por vezes nem imaginadas, e que em muitos casos geram a necessidade de publicações ao mercado (frequentemente “fatos relevantes” precisam ser publicados), ou mesmo de um bom programa de gestão de crise (que muitas vezes, não se imagina como podem surgir, mas que sabemos que virão. Toda empresa tem e terá crises!!). Os imprevistos, fazem parte da natureza e do “jogo…

Perceber essa analogia que aqui se propõe pode ajudar a planejar, e a aceitar certos desafios, ao mesmo tempo em que pode ajudar a pensar em formas e maneiras de se poupar recursos e energia para tempos mais difíceis, e para os “invernos” no nosso departamento. Sim, a famosa fabula da formiga e da cigarra pode ajudar muito ao mundo corporativo – e à vida de todos nós.

Como dissemos, se toda fase da lua tem a sua beleza, o seu charme, a sua história, o seu “motivo”, e assim temos no trabalho, bastando que conheçamos bem essas fases e com elas aprendamos a lidar de maneira mais harmônica e produtiva.

As épocas/temporadas mais “corridas” nas empresas são geralmente conhecidas, sempre as mesmas. Como não aproveitar e já organizar e planejar essa fase?

As reestruturações e as crises de fato não costumam ser totalmente previsíveis, e (para tais casos) ter espaço na agenda, no orçamento, na equipe e no planejamento ajuda bastante. Mas foquemos no que se pode antecipar e organizar previamente.

Procure identificar e analisar com calma esses eventos recorrentes, e mais ou menos datados na sua agenda, no seu departamento, na sua rotina e na sua empresa, e organizar um procedimento para cada caso. Criar fluxos, acomodar prioridades, acertar o senso de urgência e de importância. Tudo isso será muito útil.

A Lua é linda sim, em todas as suas fases, e nas empresas podemos ajudar bastante na organização e no planejamento, para que também nelas tenhamos belezas todos os meses. Conheça mais sobre esse tema, e sobre as melhores práticas da advocacia corporativa atualmente utilizadas no Brasil. Pode ajudar muito o seu trabalho e a sua carreira.


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