Opinião & Análise

Impulso Beta

Mulheres: Yes, we care!

A nova coluna do JOTA sobre mulheres no mercado de trabalho

/SCO/STF

Estreio este espaço com grande satisfação. A convite do JOTA, passo a integrar o grupo de colunistas do site, neste 8 de março, para abordar o tema da mulher no mercado de trabalho.

Sou jornalista, atuei em algumas redações (revista VEJA, Agência USP de Notícias e Anza Latina) e, nos últimos anos, trabalhei com formação de jovens de alto potencial na Fundação Estudar, ONG do trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Pude ver de perto como é possível contribuir para que as pessoas tenham sonhos mais ambiciosos, mesmo quando os obstáculos do caminho ainda precisam de muito esforço para ser removidos.

Desafiada a empreender e a construir meu caminho de forma mais personalizada, fundei no ano passado uma empresa para fomentar exatamente isso: o desenvolvimento da carreira das mulheres – tanto pelo lado das profissionais, que querem oportunidades a altura de seu talento, quanto pelo lado das empresas, que buscam aproveitar as potencialidades de seus funcionários independentemente do gênero.

Aqui na coluna, a ideia é discutirmos o desafio da ascensão feminina às esferas de liderança de diferentes setores da sociedade, compartilhar bons exemplos e medidas práticas para acelerar esse processo de transformação.

No ano passado, o Brasil figurou em 71º lugar no ranking de igualdade de gênero publicado pelo Fórum Econômico Mundial. Para produzir a análise comparativa entre 142 países, são avaliados acesso a educação, saúde, participação econômica e política. Temos muito a melhorar em todos os aspectos.

É importante que o Jota imprima esse tema na pauta. Ainda que as mulheres já sejam 44% da força de trabalho no Brasil e a gente já consiga pensar em alguns nomes de peso quando nos perguntamos se elas chegam ao topo (Dilma Rousseff, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Ellen Gracie, Luisa Helena Trajano), estamos muito longe de um cenário de igualdade de acesso. Apenas 4% dos presidentes das grandes empresas é mulher, 20% dos membros do Supremo Tribunal Federal e 18% dos senadores eleitos em 2014.

Estou feliz em poder compartilhar essa discussão com profissionais do universo da justiça brasileira, honrada em fazer parte de um time de alto nível e colaborar com um projeto de comunicação inovador e ambicioso. Pessoalmente, o tamanho do desafio e o impacto social das possíveis melhoras são o que me inspiram a tratar o tema da liderança feminina como propósito pessoal. Um país com oportunidades iguais para homens e mulheres será mais justo, mais produtivo e mais feliz.

* É jornalista formada pela Universidade de São Paulo, com extensão na Universidade de Navarra (Espanha) e MBA no Insper. É sócia-fundadora da ImpulsoBeta, empresa de soluções de carreira para mulheres.


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