Opinião & Análise

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Einstein, Gandhi, Darwin, Mandela, Luther King e os departamentos jurídicos

Temos muito a aprender com mestres do passado que tanto ensinaram à humanidade como um todo

Gandhi e o movimento pela independência da Índia. Imagem: Pixabay

Que esses nomes são conhecidos de todos e que representam grandes personalidades da nossa história é fácil perceber, mas qual seria a relação deles com o tema dos departamentos jurídicos e por qual razão se pensou num artigo com esse tema.

Você, advogado corporativo, já pensou nessas pessoas como influenciadores da maneira como você vê o seu departamento jurídico e o seu trabalho? Talvez você mesmo, conhecendo um pouco mais sobre cada um desses grandes homens consiga encontrar ainda mais pontos que sejam importantes para a sua reflexão, e que eles o consigam influenciar e inspirar ainda mais – no caso concreto da sua empresa.

Da maneira como pensamos, e de forma bem resumida, algumas das características mais marcantes de cada um deles, e o que de mais forte nos legaram podem ser bastante uteis no tocante à mudança que sempre queremos nas empresas. De um lado temos grandes lideres pacifistas, firmes e fortes, avançados para o seu tempo, que angariaram multidões de seguidores, pregando mudanças importantes e profundas, de forma pacífica, como Gandhi, Mandela e Martin Luther King. E temos também grandes cientistas como Einstein e Darwin, que nos ensinam a relatividade das coisas, a evolução, e a origem das mudanças.

Algumas frases reputadas a essas personalidades tão marcantes são corriqueiras, como a de Einstein ao pregar que “se queremos um resultado diferente para as nossas ações, temos que passar a agir de forma diferente”, ou a de Gandhi que nos ensinou que “se queremos mudanças, devemos começar por nós mesmos. Devemos ser a mudança que queremos no mundo”. Na mesma linha, Darwin ensinou que “quem vence não é necessariamente o mais forte, nem o mais rápido, nem o maior, mas o que melhor se adapta às situações.

De alguma forma, todos pregaram a convivência pacifica, a mudança, a inovação, e a flexibilidade. Todos foram pacifistas, mas transformadores.

Escolhemos esse mote para o artigo em que propomos aos departamentos jurídicos que sejam eles mesmos os agentes de mudança nas empresas. Que sejam eles que pacificamente, procurem influenciar as demais pessoas, e áreas, e unidades da empresa, de forma a causar mudanças mais profundas com o tempo – até mesmo por reflexo, pelo exemplo e pela influência.

Se Gandhi nos ensinava a sermos a própria mudança que queremos para o mundo, pode valer a pena refletir sobre o que gostaríamos que fosse diferente na nossa empresa, mas que o próprio jurídico poderia começar a mudar. Que tipo de empresa queremos e como o departamento jurídico pode ajudar nesse processo. Mas não apenas propondo ou reclamando – fazendo!

Eventuais lentidões, ou complexidades exageradas, ou formalismos, ou falta de tomada de decisão etc. Seja o que for que incomode na empresa e que você gostaria que mudasse, via de regra pode começar (ainda que talvez em menor escala), na própria área. Até mesmo para ser um projeto piloto, para ser testado e melhorado, e depois proposto a outras áreas.

Se Einstein dizia que além de tudo ser relativo, devemos mudar atitudes para que os resultados sejam diferentes, pode valer a pena pensarmos que apenas reclamar da empresa, ou seguir esperando que as consequências sejam diferentes, não ajudará em nada.

O que você gostaria que fosse diferente? E o que você mesmo, e o departamento jurídico pode fazer?

Quando pensamos em inovação, é comum que pensemos em máquinas, equipamentos, sistemas/softwares, robôs, mas inovação pode ser apenas uma forma de se fazer as coisas, até mesmo de pensar ou de comunicar. Inovar pode ser mudar procedimentos, mesmo os pequenos e simples. Algumas práticas podem estar muito enraizadas na cultura da empresa e não serem facilmente mudadas, mas mesmo essas (em alguns casos) podem ser repensadas e com alguma inovação podem ser melhoradas.

E, se Darwin nos mostrou com a evolução das espécies que o “caminho” era o da adaptação, e que quem melhor se adapta as necessidades, aos desafios, às questões que surgem, tende a sobreviver e a se destacar.

Temos bastante a refletir nas nossas equipes, nas nossas áreas e departamentos, e nas nossas empresas, sobre tudo isso. Temos muito a aprender com mestres do passado que tanto ensinaram à humanidade como um todo, e que seguem ensinando. Inclusive, se “pensarmos fora da caixa” aos departamentos jurídicos.

Dr Martin L. King e Nelson Mandela, mais recentemente, também foram lideres visionários, pacifistas, pacientes, mas que conseguiram mudanças importantes, mesmo após a sua morte. Grande parte do ensinamento deles é a certeza do sonho, do objetivo, e da persistência na busca da materialização desse ideal. Atitude, mudança começando por si próprio, inovação, flexibilidade e persistência podem ser conceitos chave para que o seu departamento jurídico seja ainda melhor, e que por reflexo e exemplo, sua empresa melhor também.

Pode ser que alguns estranhem esse tipo de referência a nomes históricos e aos seus pensamentos mais conhecidos, como inspiradores a moderna gestão e melhores práticas nos departamentos jurídicos, mas cremos que ajudem bastante. Ainda que conhecidos por outras áreas do conhecimento e da história, e que nenhum deles tenha sido sequer e propriamente empresário, temos bastante a refletir sobre suas ideias e biografia.

Procure conhecer mais sobre cada um deles e sobre o que esses conceitos aqui resumidos podem ajudar na construção, ou na reconstrução de uma maneira mais moderna de gerir o seu departamento, e que sirva de inspiração e de convite à inovação e mudança, pacifica, da sua empresa.

Esse é um dos temas que a atual realidade dos departamentos jurídicos inovadores mais demanda, e que mais se estuda e debate nos diversos foros que já temos no País. Procure conhecer mais. Pode ser útil a você, e a sua equipe!


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