Jazz

Os melhores

Emanon, de Wayne Shorter, é o primeiro dos “Top CDs” 2018 da Jazz Times

O álbum encabeçou a aguardada lista dos ‘Top 50 releases’ de 2018 da Jazz Times

Crédito: Amazon/reprodução

O álbum triplo Emanon (Blue Note), de Wayne Shorter, comemorativo dos 85 anos do saxofonista-compositor, lenda viva do jazz, encabeçou a aguardada lista dos “Top 50 releases” de 2018 da Jazz Times. Os principais críticos e colaboradores da influente revista especializada escolheram, além dos 40 top CDs novos editados no ano que chega ao fim, os 10 melhores registros históricos lançados no mesmo período (reedições especiais ou inéditos).

Emanon – que foi também um dos cinco indicados para o Grammy de melhor álbum instrumental – foi apresentado pelo selo Blue Note como “uma extraordinária experiência musical e visual constante de música original de Shorter interpretada pelo Wayne Shorter Quartet (Danilo Perez, piano; John Patitucci, baixo; Brian Blade, bateria) com e sem a Orpheus Chamber Orchestra, e tendo como complemento uma graphic novel (história em quadrinhos) escrita por Shorter e Monica Sly, e ilustrada por Randy DuBurke”.

Como anotou esta coluna (25/8), “o álbum triplo (unicamente em versão física) contem um total de seis faixas registradas em apresentações ao vivo do quarteto, em Londres, em 2015: The three Marias, Lost and orbits medley, Lotus, She moves through the fair, Adventures aboard the golden mean e Prometehus unbold”. No disco com a Orpheus Chamber Orchestra, gravado em 2013, estão também no programa Prometheus, Lotus e Three Marias, além da inédita Pegasus. Todas, é claro, composições de Wayne Shorter. (17)

Os outros sete CDs mais votados pelo “júri” da Jazz Times, pela ordem, foram os seguintes:

Origami Harvest (Blue Note), no qual o imprevisível trompetista-compositor Ambrose Akinmusire, 36 anos, comanda um interplay que envolve um quarteto de cordas, Sam Harris (piano), Marcus Gilmore (bateria) e até um rapper.

Snowy Egret (Enja), da pianista-compositora vanguardista Myra Melford, à frente de um quinteto em permanente suspense, integrado por Ron Miles (corneta), Liberty Ellman (guitarra), Stomu Takeishi (baixo) e Tyshawn Sorey (bareria).

Concentric Circles (Blue Note), do eminente pianista Kenny Barron, comemorando o seu 75º aniversário, em quinteto com Mike Rodriguez (trompete), Dayna Stephens (sax tenor), Jonathan Blake (bateria) e Kiyoshi Kitagawa (baixo). Comentado nesta coluna em 30/6.

The Window (Mack Avenue), de Cécile McLorin Salvant, a mais brilhante vocalista de jazz dos últimos anos, em duo com o pianista Sullivan Fortner, e a participação da saxofonista Melissa Aldana na 17ª (última) faixa.

Still Dreaming (Nonesuch), com o saxofonista tenor Joshua Redman em quarteto com Ron Miles (corneta), Scott Colley (baixo ) e Brian Blade (bateria). Comentado nesta coluna em 9/6.

Music IS (Okeh/Sonny), o primeiro álbum solo (16 faixas) em 18 anos do grande guitarrista Bill Frisell.

Seymour Reads the Constitution! (Nonesuch), do luminoso trio do pianista Brad Mehldau (Larry Grénadier, baixo; Jeff Ballard, bateria). Comentado nesta coluna em 23/6.

Por sua vez, o primeiro item mais votado pelos críticos da Jazz Times na lista dos Top 10 Historical Releases foi Both Directions at Once: The lost Album (Impulse), com material gravado, em março de 1963, no sagrado estúdio de Rudy Van Gelder, pelo canonizado quarteto de John Coltrane (McCoy Tyner, piano; Elvin Jones, bateria; Jimmy Garrison, baixo). As faixas desse agora histórico álbum estavam numa fita que Coltrane deu à sua mulher Naïma, e foi recuperada pelo filho Ravi. O álbum duplo de 14 faixas contém quatro takes de Impressions – uma das mais hipnóticas peças de Trane.


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