Jazz

Apogeu

Cécile Salvant eleita ‘artista do ano’ pelos críticos de jazz

Na votação anual da revista Downbeat, a vocalista chegou à frente até de Wayne Shorter

Foto: Divulgação

A vocalista-compositora Cécile McLorin Salvant atingiu cedo o zênite de sua carreira. No 67º referendo anual dos críticos de jazz da revista Downbeat, reunindo 150 votantes do mundo todo, ela foi eleita “Jazz artist of the year” (2018-19), à frente da guitarrista Mary Halvorson e do há muito canonizado saxofonista Wayne Shorter. Aos 29 anos, a cantora nascida em Miami, filha de um médico haitiano e de uma professora francesa, foi também, é claro, a mais votada na categoria “female vocalist”, derrotando Dianne Reeves e Dee Dee Bridgewater.

E tem mais. O disco The Window (Mack Avenue), um duo de Cécile com o pianista Sullivan Fortner, chegou em segundo lugar na votação de melhor álbum do ano, vencida pelo favorito Emanon (Blue Note) – uma edição de três volumes de música original de Wayne Shorter interpretada pelo quarteto do saxofonista-compositor, com ou sem a Orpheus Chamber Orchestra (comentado nesta coluna em 25/8/2018).

Sullivan Fortner, 32 anos, por sua vez, venceu este Critics Poll 2018-19 da DB (edição datada de agosto próximo) em dois quesitos referentes a “estrelas em ascensão” (rising stars): artista do ano e pianista. Nascido e formado em Nova Orleans, Fortner destacou-se inicialmente como integrante do quinteto do trompetista Roy Hargrove (2010-2017). Em 2015, foi premiado pela American Pianists Association (Cole Porter Fellowship, 50 mil dólares e um contrato com a gravadora Mack Avenue). No ano seguinte, recebeu o cobiçado Lincoln Center Award for Emerging Artists.

Como vem ocorrendo nestes últimos anos, as jazzwomen instrumentistas ou compositoras-arranjadoras mantiveram no poll da DB os seus domínios (independentemente de gênero) em oito categorias. Maria Schneider e Carla Bley foram novamente as campeãs e vice-campeãs entre os compositores e arranjadores. A orquestra da Schneider ficou também em primeiro lugar na lista das big bands, ganhando da Darcy James Argue’s Secret Society. Foram também vitoriosas em suas respectivas divisões, à frente dos barbados: Anat Cohen (clarinete), Jane Ira Bloom (sax soprano), Nicole Mitchell (flauta), Regina Carter (violino) e Mary Halvorson (guitarra).

Os outros vencedores (1º e 2º lugares) nas demais divisões relevantes do 67º referendo anual dos críticos de jazz da DB foram os seguintes: Fred Hersch Trio e Charles Lloyd & The Marvels (pequeno conjunto); Ambrose Akinmusire e Wadada Leo Smith (trompete); Steve Turre e Wycliffe Gordon (trombone); Joe Lovano e Charles Lloyd (sax tenor); Miguel Zenón e Rudresh Mahanthappa (sax alto); Gary Smulyan e James Carter (sax barítono); Kenny Barron e Fred Hersch (piano); Joey DeFrancesco e Dr. Lonnie Smith (órgão); Christian McBride e Dave Holland (baixo); Brian Blade e Jack DeJohnette (bateria).

As gravadoras especializadas mais votadas pelos críticos foram, pela ordem: ECM, Blue Note, Pi Recordings, Mack Avenue, Resonance e Sunnyside.

(Samples do último álbum de Cécile Salvant, The Window, em: music.apple.com/br/album/the-window/1419855490)


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