Legislativo

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Lideranças do Centrão apoiam votar PEC Emergencial para volta do auxílio emergencial

Oposição vê premissa com resistência. ‘O auxílio é uma imposição da sociedade’, diz deputado Enio Verri, do PT

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Crédito: Pedro França/Agência Senado

Líderes partidários do centrão aceitam a ideia de casar os debates da volta do auxílio emergencial às aprovações das PECs Emergencial e do Pacto Federativo. “Acho que é possível, vamos conversar”, avaliou o senador Wellington Fagundes (PL-MT). “Acho difícil uma saída para o auxílio sem a aprovação da PEC Emergencial. Está tensionado. Muita gente do centrão é pró-auxílio”, disse ao JOTA o deputado Fábio Trad (PSD-MS). Um deputado do MDB ouvido pelo JOTA também acredita que há abertura para tal discussão. 

Os deputados do centrão são hoje a espinha dorsal da base do governo no Congresso. O grupo político suprapartidário possui um bloco amplo de parlamentares com mais de 200 nomes na Câmara. Além disso, a sinalização de que nomes do MDB também se mostram abertos à ideia de atrelar a discussão do auxílio emergencial à PEC Emergencial gera a expectativa de um ambiente positivo para a construção de uma solução rápida para o tema, independentemente do vencedor nas eleições na Câmara dos Deputados. 

No entanto, há ressalvas entre partidos que tradicionalmente votam com o governo em pautas econômicas, como o Novo. O líder do partido na Câmara dos Deputados, Vinícius Poit (SP), é reticente quanto ao retorno do auxílio emergencial. “Quero que o governo responda onde está o dinheiro”, disse. O deputado cobra uma agenda de privatizações por parte do governo: “Por que não privatiza a Eletrobras? Por que não privatiza os Correios?”. 

Na oposição, que no fim do ano passado concentrou esforços para prolongar o auxílio emergencial, há divergências quanto à correlação do benefício e a PEC Emergencial é rechaçada. “O auxílio é uma imposição da sociedade, não é um debate político”, afirmou Enio Verri, líder do PT na Câmara dos Deputados. “Essa PEC não tem acordo, é uma questão de princípios”. “A PEC Emergencial nós temos que conversar, ver as mudanças que serão feitas no Senado. Não quero me antecipar”, disse a líder do PCdoB, Perpétua Almeida (AC).

O auxílio emergencial terminou em dezembro e tem parcelas residuais com pagamentos sendo realizados em janeiro. No ano passado, o dinheiro usado para o benefício era contabilizado no Orçamento de Guerra, que permitia realizar gastos relacionados à pandemia sem furar o teto de gastos. Com o fim do estado de calamidade, em 31 de dezembro, não é mais possível seguir com os pagamentos do auxílio sem impactar o teto de gastos. 


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