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Ernesto Araújo: visita de Pompeo a Roraima visou democracia e ajuda humanitária

Ministro respondeu questionamentos de senadores sobre a visita de secretário de Estado dos EUA a venezuelanos

Ernesto Araújo durante sessão na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Créditos: YouTube

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, falou em democracia e o apoio aos direitos humanos ao justificar a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, a venezuelanos que moram em Roraima.

A visita foi na sexta-feira da semana passada (18/9) e gerou polêmica depois da divulgação de uma fala em que Pompeo teria feito críticas ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Para Ernesto Araújo, o mal-estar ocorreu por causa de uma falha na tradução. “Foi traduzido que ele havia dito ‘o nosso mundo está consciente, e a gente vai tirar essa pessoa e vai colocar no lugar certo”, destacou o ministro ao lembrar a fala que ganhou repercussão porque haveria a menção a Maduro. “Na verdade, o que ele disse em inglês, e eu vou tentar uma tradução melhor, foi: ‘nossa vontade é coerente, o nosso trabalho será incansável e chegaremos ao lugar certo”, disse Araújo.

O ministro de Relações Exteriores respondeu a questionamentos de senadores da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado nesta quinta-feira (24/9) por pouco mais de quatro horas. O convite a Ernesto Araújo foi formalizado na segunda-feira (21).

Na fala de abertura da sessão, o chanceler usou uma analogia para rebater as críticas por, de modo figurado, ter recebido alguém para falar mal do vizinho. “Vamos supor que nós, aqui no Brasil, estamos numa rua e temos um vizinho que é muito amigo nosso”, pontuou. “De repente, esse vizinho tem a casa invadida por um narcotraficante que praticamente escraviza o vizinho, prende no porão o vizinho e toda a sua família e ocupa essa casa do vizinho”, disse. “Vamos supor que um dos filhos do vizinho consegue escapar, vem para o nosso terreno, nós o acolhemos e, então, recebemos um amigo de uma outra rua, que também é amigo do nosso vizinho, e vamos falar dessa situação”, exemplificou. “Então o fato de nós falarmos dessa situação não é uma agressão ao nosso vizinho, é uma preocupação com o fato de que a casa do nosso vizinho foi tomada por um narcotraficante”.

Ernesto Araújo também negou que a visita do secretário de Estado Mike Pompeu tenha sido uma plataforma para as eleições presidenciais nos Estados Unidos em novembro. O atual presidente, Donald Trump, com quem o governo brasileiro é alinhado, concorre à reeleição. Sobre isso, o ministro disse: “Não é assim. Um dos elementos que mostram que não é assim que é que existe nos Estados Unidos uma grande convergência entre republicanos e democratas sobre a situação na Venezuela”.


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