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CPI da Covid

CPI da Pandemia – depoimento dos irmãos Miranda

Nesta sexta, o servidor Luis Ricardo Miranda e o deputado federal Luís Miranda prestam depoimento à CPI

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Sala da CPI da Covid-19 / Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Nesta sexta-feira (25/6), às 14h, o ex-chefe de Importação do Departamento de Logística em Saúde que afirmou ter sido pressionado para desembaraçar a importação da vacina indiana Covaxin, Luis Ricardo Fernandes Miranda, presta depoimento na CPI da Pandemia. Seu irmão, deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), também irá depor.

Segundo o servidor, houve pressão de superiores no Ministério da Saúde para acelerar o processo burocrático de compra do imunizante produzido pela empresa indiana Bharat Biotech. Ele afirmou ao Ministério Público que seus superiores pediam “a exceção da exceção para a Anvisa”, inclusive para que os documentos fossem apresentados posteriormente – o que não é protocolo da agência reguladora.

A negociação da Covaxin foi mediada pela Precisa Medicamentos, empresa que lucrou cerca de R$ 500 milhões com o acordo. A Covaxin foi o imunizante mais caro comprado pelo governo brasileiro, a R$ 80,70 por dose. Uma das frentes da investigação conduzida pela CPI é se algumas empresas foram beneficiadas pelo governo durante a pandemia, especialmente a Precisa e laboratórios que produziam medicamentos sem comprovação científica de eficácia contra a Covid-19.

De acordo com o deputado federal Luís Miranda, ele trocou mensagens por WhatsApp com o ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, o capitão-de-corveta da Marinha Jonathas Diniz Vieira Coelho, para alertá-lo sobre o suposto esquema envolvendo a compra da Covaxin.

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