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Sistema de inquérito eletrônico já é usado em 9 estados

O ePol amplia a sinergia da PF e evita retrabalho de delegados

03/07/2017- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Em mais um desdobramento da Operação Lava Jato, a Polícia Federal cumpre oito mandados de prisão contra pessoas ligadas à cúpula do transporte rodoviário no Rio de Janeiro, na operação batizada de Ponto Final Foto: Tânia Rêgo/EBC/FotosPúblicas

O que acontece se dois delegados começarem uma investigação sobre o mesmo caso? Como eles vão saber que estão dobrando esforços, já que um dos problemas mais comuns é o de comunicação?

O professor de ciência da computação de Campina Grande João Arthur Brunet expôs, em sua palestra, “Inteligência na Investigação Policia” o funcionamento do ePol, sistema de inquérito eletrônico da Polícia Federal. Brunet foi um dos palestrantes do evento “Cloud Day – Tecnologia na Justiça”, promovido pela Microsoft e organizado pelo JOTA.

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Desenvolvido há seis anos e meio, com o objetivo de dar maior racionalidade aos processos da PF e evitar a sobreposição de trabalho, o ePol já foi implantado em nove estados brasileiros. O sistema auxilia o trabalho do delegado organizando a condução da investigação eletronicamente. “Ao encontrar as condutas dos envolvidos de forma sistematizada e reunida, o delegado consegue saber rapidamente o que tem que fazer, quais documentos precisam de assinatura, o que depende dele, e qual o prazo que tem que fazer uma tarefa”, explica Brunet.

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O projeto, que roda na nuvem interna da PF, já possui 2 mil casos e 1.300 inquéritos. Antes disso,  por exemplo, um delegado em Porto Alegre não tinha comunicação efetiva com investigações da Paraíba. De acordo com Brunet, a implantação do sistema na nuvem a interligação do ePol com a Justiça. Hoje, o inquérito da PF vai eletronicamente para a justiça.

“O sistema é capaz de fazer uma análise descritiva: quem faz o quê, como fez, quando fez”, diz o professor. Além disso, fornece dados sobre atuação policial no Brasil, o que permite que a própria corregedoria use o sistema para fazer relatórios, saber quem está conduzindo qual investigação e tirar dali estatísticas sobre essas condutas.

Dessa forma, o cenário onde dois delegados eventualmente investigariam o mesmo caso sem saber que já há outra pessoa trabalhando nele, pode ser solucionado. Brunet explica que o sistema foi inspirado nas recomendações utilizadas por empresas como Netflix, Amazon e Spotify. Todas elas fazem sugestões de conteúdos novos relacionados com aqueles que o usuário assistiu recentemente.

No caso do ePol, o que o sistema faz é reunir um conjunto de termos e buscar nos documentos um conjunto semelhante.

“Se um determinado termo tem frequência alta em um documento e baixa em outro, ele é importante naquele documento”, diz. Esse tipo de análise permite aos delegados terem na tela de seus computadores uma lista de inquéritos relacionada àquele no qual ele está trabalhando. É o tipo de ferramenta tecnológica que facilita a vida de quem trabalha na polícia e traz uma economia relevante de tempo, dinheiro e de recursos humanos.

Veja a apresentação de João Arthur Brunet

Assista, a partir de 1h e 05 min, a palestra de João Arthur:


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