Do Supremo

STF

Servidores do STJ aderem a paralisação do funcionalismo público

Ministros da 3ª Seção do tribunal declaram apoio a movimento

Divulgação/STJ

No ônibus a caminho da Praça dos Três Poderes, o clima entre os servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) era de revolta. A classe aderiu à paralisação dos funcionários do Judiciário, que revindicam o primeiro ajuste salarial em quase uma década.

Em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), servidores de diversos órgãos do Judiciário se reuniam ao som de bandas da década de 1980. O refrão da música “Maior Abandonado”, do Barão Vermelho, se misturava ao som dos apitos e cornetas. O clima não era mais de revolta,mas de festa. Em uma tenda improvisada, bolo de cenoura com chocolate era distribuído para os manifestantes.

Nesta quarta-feira (24/06), o ministro Sebastião Alves dos Reis, presidente da 3ª seção do STJ, anunciou o apoio dos ministros da quinta e sexta turmas aos funcionários. “Faremos de tudo que é possível para que as revindicações dos nossos servidores sejam atendidos”. Segundo ele, a rotatividade no quadro de empregados do tribunal é prejudicial para o funcionamento do órgão.

 
O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Distrito Federal (SINDJUS-DF) estima que 40% dos servidores da capital estão paralisados. Segundo os sindicalistas, a maior preocupação da classe é abrir um diálogo com o governo. “Queremos pelo menos uma contra proposta que apresente um plano para sanar o nosso déficit”, afirmou o coordenador geral do SINDJUS-DF Júnior Alves.
O Projeto de Lei 28/2015 prevê atualizar o poder de compra do salário dos servidores da Justiça de acordo com as taxas de inflação dos últimos nove anos. Se o PL passar sem alterações, o aumento chegará à 50% nos próximos seis anos.
O presidente do STF Ricardo Lewandowski receberá o senador Renan Calheiros para discutir o reajuste nesta quarta-feira (24/06). O projeto está na pauta de votação do Senado para o dia 30/06. O diretor-geral do Supremo Amarildo Vieira recebeu o SINDJUS durante a manifestação na Praça dos Três Poderes. 

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