Justiça

Justiça Federal do DF

PF vê origem criminosa em R$ 51 mi e prende Geddel

Empresário disse que emprestou “bunker” para o irmão do ex-ministro, o deputado Lúcio Vieira Lima

Foto: José Cruz/EBC//FotosPúblicas

A Polícia Federal afirmou à Justiça Federal do DF que os mais de R$ 51 milhões apreendidos em um bunker que seria ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima certamente tem origem ilícita em atividades criminosas praticadas pelo peemedebista no comando da Vice-Presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.

Ao autorizar a prisão de Geddel na mahã desta sexta-feira (8/9), o juiz Vallisney Oliveira concordou que há indícios de lavagem de dinheiro. (Leia a decisão)

Já o Ministério Público Federal classificou o ex-ministro dos governos Lula e Temer de “criminoso habitual”. No início da semana, a PF realizou busca e apreensão num apartamento em Salvador depois de uma denúncia anônima que indicava que documentos do ex-ministros eram guardados no local. A PF, no entanto, se deparou com milhões de reais em espécie, armazenados em caixas de papelão e malas.

As investigações mostraram ainda que foram encontradas digitais do ex-ministro e  de um assessor Gustavo Couto Ferraz nas cédulas de dinheiro e também no apartamento.

Chamou atenção dos policiais ainda o fato de que o apartamento foi emprestado a pedido do irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

A prisão de Geddel foi determinada na 4ª fase da Operação Cui Bono? que investiga esquema de manipulação de créditos da Caixa. O juiz afirmou que a prisão domiciliar determinada pelo Tribunal Federal Regional da 1ª Região não foi suficiente para inibir a conduta criminosa de Geddel.

“Nem mesmo sua reclusão domiciliar foi capaz de prevenir sua atividade criminosa (…) Em outras palavras, os fatos supervenientes à prisão domiciliar de GEDDEL QUADROS indicam que a medida deferida pelo TRF da 1ª Região, sobretudo porque não foi possível a implantação da monitoração eletrônica, é (no momento) completamente ineficaz diante desse novo quadro, pois não garante a eficiência da medida, como se pode notar pela dinheirama encontrada (sem documentação e sem comprovação de origem) perto da residência em que se encontra cumprindo a prisão domiciliar decretada”, escreveu o juiz.


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