Justiça

Rio de Janeiro

MPF denuncia 29 pessoas por corrupção e organização criminosa na Furna da Onça

Ministério Público Federal alega que esquema atacou o processo democrático. Leia a íntegra da denúncia

furna da onça
Sede da Alerj - Crédito: Alerj/Divulgação

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) denunciou nesta sexta-feira (14/12) 29 pessoas no âmbito da operação Furna da Onça por corrupção e organização criminosa em esquemas com nomeações e pagamento de propinas a deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nos governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Segundo o MPF, a organização era liderada por Cabral e os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo, ambos do MDB.

A denúncia narra que os esquemas de corrupção agregaram parlamentares de oito partidos: André Correa (DEM), Edson Albertassi (MDB), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (SD), Jorge Picciani (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinicius “Neskau” (PTB) e Paulo Melo (MDB).

“Eles e seus assessores – incluindo o vereador Daniel Martins (PDT-RJ), operador e enteado do deputado Luiz Martins – foram denunciados ao TRF2, que julgará se acolhe a denúncia, dando início ao processo penal”, diz trecho de um comunicado do MPF.

“A corrupção sistêmica instituída ao longo dos últimos anos por esse nefasto esquema criminoso não afetou apenas as finanças públicas e a probidade administrativa”, afirmam os procuradores regionais da República Carlos Aguiar, Andréa Bayão e José Augusto Vagos, além dos procuradores da República Leandro Mitidieri e Renata Ribeiro Baptista (MPF-RJ) — todos autores da denúncia.

Segundo os procuradores da República, o processo democrático foi atacado, na medida em que deputados foram eleitos com o emprego ilícito da máquina pública e com o dinheiro da corrupção.

“Ficou para a população do Rio de Janeiro um legado de mazelas que persiste até hoje, com um rastro de violações aos direitos e prerrogativas dos cidadãos, privados do acesso minimamente aceitável aos serviços essenciais de saúde, segurança pública e educação, dentre outros”, afirmam os membros do MPF.


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