Justiça

TSE

MPE vê ‘fortes traços de fraude’ na chapa Dilma/Temer

Força-tarefa analisou quebra de sigilo das gráficas Red Seg Gráfica, Focal e Gráfica VTPB

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente, Michel Temer, participam da solenidade onde recebem os cumprimentos de oficiais-generais no Clube do Exército Antonio Cruz/Agência Brasil

Relatório do Ministério Público Eleitoral apontou “fortes traços de fraude e desvio de recursos repassados às empresas contratas pela chapa presidencial que elegeu Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) em 2014.  A afirmação foi feita pela força-tarefa criada pelo Tribunal Superior Eleitoral para analisar dados que servirão de provas nas ações que discutem a cassação de Dilma e Temer.

Segundo parecer produzidos pelos técnicos, após a quebra de dados bancários há indícios de irregularidades nos pagamentos para as gráficas Red Seg Gráfica, Focal e Gráfica VTPB nas eleições de 2014. O parecer, no entanto, não traz detalhes das movimentações financeiras.

“Com a análise dos dados obtidos a partir da suspensão do sigilo bancário das empresas, relatórios realizados pelo TSE e demais informações tratadas neste relatório, surge hipótese de que os recursos em tese destinados á campanha eleitoral foram, na verdade, desviados e direcionados ao enriquecimento sem causa de pessoas físicas e juridicas diversas paraa benefício próprio — os recursos foram desviados e direcionados a pessoas ainda não identificadas com interposição das pessoas físicas e jurídicas”, diz o laudo.

“O Ministério Público Eleitoral, após analisar o relatório do Departamento de Polícia Federal, concluiu o parquet pela existência de fortes traços de fraude e desvio de recursos repassados Às empresas contratas pela chapa presidencial eleita em 2014”, completou.

A força-tarefa sustenta ainda que “o relatório da análise da movimentação bancária da lavra do núcleo de inteligência da PF é “convergente” com os resultados obtidos pelos peritos do TSE.

“Uma das conclusões em comum às empresas Focal, VTPB e Rede Seg é que ante a falta de documentos que atestem a entrega efetiva de todos os produtos e serviços contratados pela chapa presidencial eleita, nesse contexto, identifica-se uma linha de investigação que sinaliza o desvio de finalidade dos gastos eleitorais para outros fins que não os de campanha”.

O resultado da análise da movimentação bancária da campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer foi encaminhada, nesta quinta-feira (15/12), para a Corregedoria-Geral Eleitoral. A reeleição da coligação Muda Brasil para as Eleições Presidenciais de 2014 está sendo contestada no Tribunal Superior Eleitoral pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

O ministro Herman Benjamin, relator do caso, já afirmou que as ações de cassação da chapa Dilma/Temer serão analisadas apenas em 2017.  O ministro defendeu o ritmo das investigações, sendo que as ações envolvem processos que são complexos e caminham de uma forma segura. “Não é exageradamente rápido nem exageradamente lento”.

Clique para ler o parecer na íntegra. 

 


Faça o cadastro gratuito e leia até 10 matérias por mês. Faça uma assinatura e tenha acesso ilimitado agora

Cadastro Gratuito

Cadastre-se e leia 10 matérias/mês de graça e receba conteúdo especializado

Cadastro Gratuito