Justiça

Lava Jato

Moro condena Vaccari Neto, Duque e mais oito na Lava Jato

Ex-tesoureiro do PT praticou lavagem de dinheiro e corrupção passiva, segundo magistrado

renato duque
Ex-diretor da Petrobras, Renato Duque depõe à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na estatal Data: 19/03/2015 Foto: Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Justiça Federal do Paraná condenou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e mais oito acusados de desvios da Petrobras durante a operação Lava Jato. A decisão é do juiz Sergio Moro, responsável pela operação na primeira instância, nesta segunda-feira (21/09).

Vaccari foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão e multa e Duque foi condenado a 20 anos e oito meses de prisão e multa, ambos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-tesoureiro foi acusado por intermediar repasses de quase R$ 4,3 milhões.

“A prática dos crimes corrupção envolveu o recebimento pelo Partido dos Trabalhadores, com intermediação do acusado, de pelo menos R$ 4.260.000,00 de propinas acertadas com a Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás pelo contrato do Consórcio Interpar, o que representa um montante expressivo”, diz a sentença.

Também foram condenados o doleiro Alberto Youssef, o lobista Julio Camargo, o operador Mario Goes e Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, Augusto Mendonça, executivo da Toyo Setal. Ainda, Moro também condenou Adir Assad, Dario Teixeira Alves Júnior e Sônia Branco que são suspeitos de operar os repasses de propina.

O Ministério Público Federal apontou para a prática de crimes de corrupção, de lavagem de dinheiro e de associação criminosa contra os acusados. De acordo com a denúncia, empreiteiras pagavam propina na Petrobras e a Vaccaria para conseguir os contratos.

Além disso, o MPF afirmou que as empreiteiras Setal Óleo e Gás (SOG), Mendes Júnior, MPE Montagens, OAS e outras grandes empreiteiras, teriam formado um cartel e frustrado as licitações da Petrobras para a contratação de obras a partir do ano de 2006, entre elas na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), na Refinaria de Paulínia (Peplan), no Gasoduto Pilar-Ipojuca e no GLP Duto Urucu-Coari.

O ex-direitor de abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro por falta de provas.

Clique para ler a decisão.


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