Justiça

Estudo da FGV

Ministros do STF têm a pior avaliação popular entre membros do sistema de Justiça

Pesquisa da FGV, sob encomenda da AMB, mostra que advogados são os operadores do Direito com a melhor imagem

CNT STF
Fachada do STF / Crédito: Carlos Humberto/SCO/STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm a pior avaliação da atuação dos membros do sistema de Justiça, de acordo com o Estudo da Imagem do Judiciário Brasileiro, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado na última segunda-feira (2/12). O estudo foi encomendado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Segundo a pesquisa, advogados são avaliados na categoria ótimo ou bom por 45% dos entrevistados, enquanto os defensores públicos foram avaliados da mesma maneira por 35%.

Os ministros do STF foram avaliados como ótimos ou bons por 22% dos entrevistados, enquanto os do STJ, por 24%. Já promotores e membros do Ministério Público foram avaliados como ótimos ou bons por 31%, enquanto juízes foram avaliados dessa forma por 32% e desembargadores por 27%.

Por outro lado, 32% dos entrevistados avaliaram como ruim ou péssimo os ministros do STF, enquanto 29% avaliaram da mesma maneira os ministros do STJ. Já advogados foram avaliados assim por 13% dos ouvidos, enquanto membros do MP por 22%. A avaliação como regular é semelhante para todos os setores.

O estudo avalia a relação da sociedade com o Poder Judiciário sob diversos aspectos. Segundo a pesquisa, a maioria das pessoas (59%) acredita que vale a pena acionar a Justiça. As principais motivações para tanto são a garantia do cumprimento dos direitos previstos em lei (54%) e as violações dos direitos do consumidor (52%). Por outro lado, o que mais desmotiva os cidadãos de buscar o Judiciário é a crença de que a Justiça é muito lenta e burocrática: 64% dos entrevistados pensam assim.

Em relação às percepções que a sociedade tem sobre o Judiciário, 93% dos entrevistados concordam com a afirmação de que a Justiça é lenta. Já 89% das pessoas concordam com a afirmação de que os altos salários do Judiciário são incompatíveis com a realidade brasileira, e 89% também acham que a Polícia prende e a Justiça solta.

A pesquisa ainda mostra que apenas 5% das pessoas ouvidas se considera bem informadas com as transmissões da TV Justiça, enquanto 50% se dizem mais ou menos informados e 42% se dizem mal informados pelo canal. Quando questionados se o STF deveria exibir as sessões pela TV Justiça, 63% dizem que sim, enquanto 23% dizem que não. Entre os cidadãos ouvidos, 68% se informa sobre o Judiciário pela TV, e 53% pela internet em geral ou pelas redes sociais.

Leia a íntegra da pesquisa, coordenada pelo ministro do STJ Marco Aurélio Bellizze e cuja subcoordenação ficou a cargo de Renata Gil, presidente eleita da AMB.


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