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Interrogatório de Lula na Operação Zelotes é adiado

O TRF1 alegou que testemunhas que estão no exterior ainda não foram ouvidas e que Lula deve ser o último a ser interrogado

Crédito Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

O juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Néviton Guedes suspendeu o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aconteceria na próxima terça-feira (20/2), no âmbito da Operação Zelotes. O magistrado justificou que uma testemunha que mora no exterior ainda não foi ouvida e que Lula deve ser o último a ser interrogado no processo, por isso, o adiamento se faz necessário.

Nesta quinta-feira (15/2), o juiz responsável pelo caso em primeiro grau, onde está o processo, Vallisney Oliveira, cumpriu a decisão do TRF1 e publicou um despacho confirmando o cancelamento do interrogatório de Lula e de seu filho, Luís Cláudio.

Na decisão, Guedes explicou que o interrogatório já havia sido adiado em outra ocasião, quando deu 45 dias para o magistrado responsável pela ação penal escutar os outros envolvidos no processo.

“Ao que parece, o magistrado de origem, suportado no esgotamento do prazo deferido para concretização da carta rogatória, designou, sem mais, a audiência para 20 de fevereiro, não apresentando, contudo, informações adicionais sobre o status de cumprimento de ato de instrução no estrangeiro, nada indicando, por exemplo, quanto a eventuais circunstâncias que justificassem ou infirmassem a possibilidade de prorrogação do prazo inicialmente concedido”, argumentou Guedes.

Nesta ação penal, Lula foi acusado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia do MPF é resultado de investigações sobre compra pelo governo federal de 36 caças suecos e sobre a aprovação no Congresso de uma medida provisória que envolveu incentivos fiscais a montadoras.


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