Justiça

CNJ

Falha trava acesso de usuários de Java ao PJe

Quem atualizou o software não consegue ler os processos

Os usuários do Processo Judicial Eletrônico (PJe) que atualizarem o software Java para a versão mais recente não conseguirão acessar o sistema, empregado por diversos órgãos da justiça.

O problema foi detectado pelo Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recomenda não baixar a versão 8.91 do ambiente de programa.

“Durante três anos o sistema funcionou sem grandes problemas, mas infelizmente após essa atualização detectamos que o PJe parou de funcionar”, explica Marcelo Campos, chefe do PJe no CNJ.

A causa da incompatibilidade entre a nova versão do Java e o sistema do PJe ainda está sendo investigada.

“É um problema alheio à nossa infraestrutura, com um produto que não é nosso, mas nos trava no meio”, justifica Campos. O Java é uma linguagem de programação desenvolvida pela empresa norte-americana Oracle.

De acordo com Campos, uma versão atualizada do PJe, que não dependerá mais do Java, está em fase de testes e será lançada em maio – inicialmente, apenas para uso do CNJ.

“Depois, expandiremos para os outros órgãos do judiciário”, afirmou.

Por enquanto, os usuários que já tiverem feito a instalação da versão 8.91 deverão retornar à versão anterior.

O PJe foi lançado em 2011 e é usado por 44 cortes brasileiras, pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), além do próprio CNJ. Ao todo, 2.561 órgãos julgadores – entre varas, turmas, câmaras e outras unidades judiciárias – são usuários do sistema.


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