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Em posse no Ministério da Defesa, Bolsonaro evoca relação com STF e PGR

Presidente do STF, Dias Toffoli compareceu à posse do general e ex-assessor Fernando Azevedo

STF
O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o novo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo. O presidente do STF, Dias Toffoli, aplaude. | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro evocou a relação com o Judiciário ao discursar na cerimônia de transmissão de cargo do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. O general do Exército era assessor especial do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. A solenidade ocorreu na tarde desta quarta-feira (2/1) no Clube do Exército, em Brasília.

De todos os presentes, Bolsonaro só cumprimentou nominalmente Toffoli e a procuradora-geral da Repúbica, Raquel Dodge. Classificou a presença de ambos no evento como “especial”.

Além de Toffoli e Dodge, estavam na cerimônia outras autoridades do Judiciário, como o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), José Coelho Ferreira, e presidentes de tribunais regionais federais (TRFs).

Durante o discurso, chamando a atenção de Toffoli e Dodge, Bolsonaro disse que as Forças Armadas são um obstáculo para “aqueles que querem usurpar o poder”.

O presidente também fez um histórico de ações de ex-presidentes voltadas para os militares e afirmou que as Forças Armadas foram esquecidas nos últimos anos. Bolsonaro citou medidas dos governos de José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco, e se recusou a dizer o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O presidente também afirmou que, para governar, precisa trabalhar com uma equipe em que todos conversam entre si. “[Uma equipe em que] não há ingerência político-partidária, como ocorreu nos últimos 20 anos e gerou a ineficácia do Estado e nossa triste corrupção”, descreveu.

A situação à qual o Brasil chegou é prova inconteste de que o povo em sua grande maioria quer hierarquia, respeito, ordem e progresso

Presidente Jair Bolsonaro

Bolsonaro finalizou o discurso citando a cooperação entre os três Poderes. “Esse Brasil é nosso. Juntamente com os demais poderes, o Legislativo e o Judiciário – representado pelo Toffoli -, faremos sim do Brasil uma grande nação”, encerrou. Nem o presidente do STF nem a representante do Ministério Público falaram no evento.

Ao discursar, o novo ministro da Defesa e ex-assessor de Toffoli também celebrou a presença do presidente do STF e da procuradora-geral da República. “Sinaliza a disposição em atuar como catalizadores da estabilidade institucional que o país tanto precisa para se fazer maior”, afirmou.

Fernando Azevedo e Silva comemorou a vitória de Bolsonaro na Presidência da República, e disse que o novo presidente “carrega nos ombros a esperança do povo brasileiro”. Finalizou o discurso entoando parte do slogan na campanha presidencial: “Brasil acima de tudo”, afirmou. O general suprimiu a frase: “Deus acima de todos”, que completaria o lema da candidatura do Partido Social Liberal (PSL).

Mais cedo, o recém-empossado ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, classificou as Forças Armadas como “fiadoras da estabilidade juntamente com o Supremo Tribunal Federal”. O ex-juiz federal também pediu a cooperação do Judiciário no combate à violência.


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