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Caso Gruenberg: JOTA lança memoriais jornalísticos

Novo produto visa dar mais elementos para subsidiar decisões

O jornalismo praticado pelo JOTA tem como missão jogar luz na realidade institucional brasileira por dois pontos de vista: o macro e o micro. Fazemos análises científicas do Direito para propiciar ponderações mais amplas e também cobrimos o dia a dia dos principais tribunais do país, para subsidiar decisões estratégicas dos profissionais que nos leem.

Hoje, lançamos uma inovação com o objetivo de contribuir ainda mais para debate jurídico qualificado no Brasil. Batizamos de memoriais jornalísticos grandes reportagens feitas com o intuito de oferecer uma perspectiva independente para a discussão de casos concretos na Justiça. Trata-se de uma alusão aos memoriais que as partes entregam aos magistrados na etapa final do julgamento de seus casos.

O conteúdo dos memoriais jornalísticos do JOTA pode ser resultado de uma investigação jornalística sobre uma longa contenda ou uma apuração que se destine a explicar tecnicamente, mas em linguagem simples, conceitos de outras áreas do conhecimento úteis aos operadores do Direito, além de diversos outros formatos. O objetivo é oferecer mais um elemento de apoio às tão complexas discussões que chegam às mãos dos milhares de juízes em exercício no país.

O lançamento do produto se dá com os memoriais jornalísticos do Caso Gruenberg uma história de quase quarenta anos, que, como escrevemos na reportagem, “já passou pelos gabinetes de mais de quarenta julgadores das áreas cível, criminal, trabalhista e tributária, nas esferas estadual e federal, em todas as instâncias do Judiciário”.

O trabalho de apuração conduzido ao longo de três meses pela experiente repórter Mariana Sanches e editado, durante dois meses, pelo time do JOTA evidencia a dificuldade do Judiciário brasileiro de por fim a um conflito, que já custou uma fortuna aos cofres públicos, um tempo incalculável de membros do Ministério Público e do Judiciário e muitos anos da família Gruenberg vivendo com a espada da Justiça na cabeça.

Leia a apresentação dos memoriais do Caso Gruenberg:

Muito se fala sobre a lentidão do Judiciário brasileiro e sobre os casos que se arrastam por décadas em escaninhos de fóruns e discos rígidos de computador, consumindo os direitos que se propuseram a reclamar. Pouco se pensa, no entanto, na colossal e fastidiosa tarefa dos magistrados de enfrentar a avaliação de milhares de páginas de intrincadas disputas, que se renovam e se complicam a cada novo recurso, transformando os autos, muitas vezes, numa digressão técnica de seu fundamento original.

Estes memoriais jornalísticos aqui apresentados são uma inovação jornalística, criada pelo JOTA, com a missão de oferecer um roteiro independente e imparcial sobre a história da cobrança de uma dívida pelo advogado e empresário Wolf Gruenberg, que se iniciou há quase quarenta anos e se transformou num emaranhado de ações penais. Para o JOTA, a aplicação dos princípios do jornalismo investigativo na verificação do percurso dos processos e a apresentação de uma narrativa jornalística bem costurada que sopese acontecimentos essenciais e subsidiários constituem poderosos elementos para a compreensão dos fatos.

Ao longo de cinco meses, o trabalho de reportagem consistiu na leitura das milhares de páginas dos autos e em entrevistas com as pessoas que definiram os rumos da história, para entender e explicar o contexto em que as decisões foram sucessivamente tomadas. Este trabalho não defende teses, apenas expõe os fatos.

Por contrato, Gruenberg concordou em patrocinar a produção jornalística independente feita pelo JOTA e teve acesso a este conteúdo apenas depois de sua conclusão. Em contrapartida, ficou facultado a sua defesa o direito de juntar aos autos o material que se lerá nas próximas páginas – ou simplesmente descartá-lo.

Leia a íntegra dos memoriais jornalísticos do Caso Gruenberg

 

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