Justiça

STF

Cármen Lúcia critica violência no Carnaval e diz que Justiça tem atuado de maneira “correta”

A presidente do STF participou do lançamento da campanha da fraternidade da CNBB e disse que a Justiça tem atuado de forma “digna e correta” em relação à violência no Brasil

CNBB/Willian Bonfim

Em meio às diversas ocorrências de violência durante o feriado de carnaval, especialmente no Rio de Janeiro, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta quarta-feira (14/2) que é “imperiosa a necessidade de o Brasil superar a insegurança vivida atualmente na sociedade”. Em discurso durante o lançamento da campanha da fraternidade deste ano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência”, a magistrada disse que a população precisa “voltar a amar” e ressaltou que o Judiciário tem atuado de forma “digna e correta” em relação ao tema.

A presidente do STF destacou a importância de se resolver os conflitos de forma “racional” em busca de pacificação e disse que a situação exige “solidariedade, fraternidade e a capacidade de amar e perdoar”. Cármen Lúcia também afirmou que não há uma “solução simplista” e que mais violência não é o meio adequado para superar os problemas.

“É um grande equívoco achar que superamos a violência recorrendo a mais violência. Por isso insistimos que a atitude deve ser de não violência. Então não podemos favorecer comércio de armas, facilidade para pessoas terem armas. Nós queremos responder ao problema da violência com a justiça social, com fraternidade nos seus diversos níveis”, frisou.

Para a presidente do Supremo, é necessário que haja uma mudança de comportamento da população. “Quando o outro é o inimigo e não o parceiro, um aliado, a desconfiança pode marcar o pensamento e isso reverberar num sentimento que pode tomar conta de forma perigosa numa sociedade com marcos civilizatórios de pacificação. Essa pacificação que o Poder Judiciário procura permanentemente, que o juiz brasileiro busca exatamente resolver de forma racional, aplicando o direito na solução de conflitos, mas que precisa se transformar num momento de fraternidade”, disse.

Cármen Lúcia destacou a importância da campanha da CNBB. “Esta campanha que aqui se inicia neste ano dá conta da imperativa mudança que se impõe, que é crer que o irmão ao lado é um aliado, porque igual em sua condição humana e na idêntica centelha de dignidade que é o centro de cada um de nós”.


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