Advogado menciona mensalinho de R$ 50 mil a procurador

Segundo Joesley Batista, Ângelo Goulart, do MPF, vazou áudio de audiência e documentos sigilosos

O advogado Willer Tomaz afirmou a Joesley Batista, presidente da JBS, que repassaria ao procurador da República Ângelo Goulart Vilella um mensalinho de R$ 50 mil para que ele atendesse aos interesses da empresa nas investigações da Operação Greenfield. 

No início Joesley não acreditou que o advogado tivesse influência junto ao procurador da República, mas mudou de ideia quando viu que ele havia recebido via WhatsApp a íntegra da audiência da oitiva de Mário Celso, ex-sócio da Eldorado Celulose, realizada na sede do Ministério Público Federal. Foi então que Tomaz afirmou que pagaria o mensalinho ao procurador.

Francisco de Assis e Silva, advogado do grupo JBS, perguntou no dia 19 de abril se a a propina de fato era paga ao procurador. Tomaz, então, teria confirmado.

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Tomaz fez ainda uma reunião em seu escritório com Francisco de Assis e Silva e o procurador da República Ângelo Goulart em que tratou do caso da Operação Greenfield e apresentou documentos de acesso restrito da Força-tarefa do caso.

Os documentos da delação também afirma que Willer Tomaz e Ângelo estariam atuando para atrapalhar o processo de negociação de acordo de colaboração premiada em curso para, possivelmente, proteger amigos políticos integrantes do PMDB, como os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá.

Goulart foi preso na manhã de quinta-feira (18/5) durante operação da Polícia Federal.

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