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Questão fiscal gerou crise e vai resolvê-la, diz Meirelles a Lewandowski

Ministro da Fazenda visitou Lewandowski nesta terça-feira

Crédito Rovena Rosa/Agência Brasil

A crise econômica foi gerada por problemas na área fiscal do governo e será resolvida pelo equacionamento das questões fiscais. Quem afirma é o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles em visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, nesta terça-feira (7/6).

Segundo Meirelles, mesmo com o cenário político do Brasil, se as medidas apresentadas pelo governo forem aprovadas no “devido tempo” pelo Congresso Nacional, “o Brasil deve voltar a crescer dentro do potencial que ele merece e que tem para crescer e voltar a criar emprego”, afirmou.

O ministro da Fazenda afirmou que recebeu a proposta dos governadores dos estados que discutem a dívida na Corte e que, após algumas conversas preliminares, irá prosseguir para a confecção da proposta final do governo sobre renegociação do passivo com a União.

O objetivo, segundo ele, não é apenas equacionar a questão atual, mas também evitar que existam problemas futuros iguais a este e “eliminar a recorrência desse tipo de situação”.

Segundo Meirelles, a visita de hoje foi de cortesia para apresentação dos novos membros da equipe econômica: o secretário-executivo do ministério, Eduardo Guardia, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, e Fabrício da Soller, procurador-geral da Fazenda Nacional.

“Basicamente conversávamos um pouco sobre a situação fiscal do país. Estava explicando a ele essa nova meta para o déficit de 2016 de R$ 170,5 bilhões, conversando um pouco sobre a proposta de limitação, colocação de teto no aumento das despesas públicas para os próximos anos, limitado à inflação de cada ano”, afirmou Meirelles.

Ele lembrou que existe um teto e que o Congresso Nacional vai decidir a alocação do orçamento.

“O que se exige apenas é o processo de limitar o aumento das despesas públicas que siga numa trajetória que seja sustentável ao pais, que tenha juros cada vez mais elevados e que de fato continue gerando essa recessão, desemprego que estamos”, afirmou.


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