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Bolsonaro declara luto oficial por morte de Olavo de Carvalho

Escritor havia sido diagnosticado com Covid-19 em 16 de janeiro. Filha afirmou que a doença vitimou guru do bolsonarismo

Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho em 2019 / Cédito: Alan Santos/PR

O presidente da República Jair Bolsonaro (PL) declarou luto oficial pela morte do escritor Olavo de Carvalho. O falecimento do guru do bolsonarismo aos 74 anos foi comunicada pela família nesta terça-feira (25/1) na conta de Carvalho no Twitter.

Olavo estava internado no estado americano da Virgínia. Ele havia sido diagnosticado com Covid-19 em 16 de janeiro. Heloísa de Carvalho, filha do escritor, afirmou que o pai morreu em decorrência da doença. Posteriormente, o médico brasileiro que acompanhava o escritor negou a informação.

“O Governo do Brasil lamenta a perda do filósofo e professor Olavo de Carvalho e manifesta seu pesar e suas condolências a familiares, amigos e alunos. De contribuição inestimável ao pensamento filosófico e ao conhecimento universal, Olavo deixa monumental legado”, diz uma publicação no Twitter do governo.

Em outras ocasiões de mortes de personalidades de destaque, o governo federal não usou as redes sociais para se manifestar nem decretou luto oficial, de modo que a homenagem a Olavo é uma espécie de exceção.

“Reconhecido por grandes escritores nacionais, como Herberto Sales, Ariano Suassuna, Antônio Olinto, Hilda Hilst, Miguel Reale e Bruno Tolentino, foi classificado por Ives Gandra como “mestre de todos nós” e por Roberto Campos como “filósofo de grande erudição”. Segundo Jorge Amado, possuía “reconhecida competência na área da filosofia”. Para Paulo Francis, “Olavo de Carvalho vai aos filósofos que fizeram a tradição ocidental de pensamento, dando ao leitor jovem a oportunidade de atravessar esses clássicos””, dizem duas mensagens no Twitter do governo.

Olavo de Carvalho vinha fazendo críticas a Bolsonaro:

“Nunca um presidente teve tanto apoio popular quanto o Bolsonaro no 7 de setembro. E como ele usou essa força? Transformando-a em fraqueza logo no dia seguinte, Chamar isso de “estratégia” é LOUCURA PURA E SIMPLES”, escreveu no fim de dezembro.

Apesar disso, não deixava de apoiar o presidente:

“Já reconheci mil vezes que o Bolsonaro é o melhor administrador que o Brasil já teve. Só não aceito que o melhor administrador seja também o mais fraco líder político, somando novas humilhações a cada bom trabalho que faz na administração”, escreveu no início de janeiro.

Olavo deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos.