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Gilmar Mendes nega pedido de liberdade a Eike Batista

Ministro avalia que empresário pode prejudicar as investigações caso seja solto

Eike Batista
Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes negou nesta segunda-feira (10/4) pedido de liberdade feito pelo empresário Eike Batista. A defesa queria estender ao empresário decisão do ministro que tirou da prisão Flávio Godinho, considerado ex-braço direito dele, na semana passada. Os dois são suspeitos de participarem de um esquema de corrupção envolvendo o ex-governador do Rio Sergio Cabral.

Em sua decisão, Mendes afirmou que as situações jurídicas de Eike e Godinho são diferentes. “Em primeiro lugar, Eike Fuhrken Batista é apontado como o mandatário dos supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução executados por Flávio Godinho. Isso indica não apenas maior culpabilidade, mas também perigo maior de reiteração em crimes e atos contrários ao desenvolvimento da instrução”, escreveu o ministro.

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“Em segundo lugar, paira suspeita concreta de que Eike Fuhrken Batista teria reiterado atos de corrupção e lavagem de dinheiro, ao contrário de Flávio Godinho, supostamente envolvido em um único ato. Essa suspeita foi narrada no despacho que decretou as prisões preventivas, concluindo pela presença de indícios de reiteração em práticas delitivas e de pertencimento à organização criminosa”, completou.

Eike está preso desde o fim de janeiro. Ele e Godinho foram alvos da Operação Eficiência, deflagrada no dia 26 de janeiro, em um desdobramento da Calicute, operação da força-tarefa da Lava Jato sediada no Rio de Janeiro que culminou na prisão de Cabral.


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