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Fachin e Maia discutiram procedimento para denúncia

Em novo mal-estar, Câmara disponibilizou vídeos delações sigilosas de Funaro e Pedro Corrêa

Foto: Marcelo Camargo/EBC/FotosPúblicas

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin discutiram durante uma reunião no dia 25 de setembro o procedimento que deveria ser adotado pelo Legislativo em relação ao material enviado pela Corte com a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução à Justiça.

O encontro ocorreu no gabinete da Presidência do STF, e teve participação da ministra Cármen Lúcia, em alguns momentos. A conversa foi pedida por Maia à presidente do STF para esclarecer dúvidas porque o ofício do Supremo encaminhando dispositivos digitais deixavam dúvidas se havia segredo ou não. Segundo interlocutores, foi questionado inclusive sobre o material em sigilo. Maia levou, inclusive, um assessor. 

A Câmara disponibilizou em seu site (http://www.camara.leg.br/stf/sip2-17/Inq%204483_M%eddias/) o material, que contava com vídeos das delações premiadas de Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB da Câmara, e também do ex-deputado Pedro Corrêa, que ainda estão em segredo de justiça. A assessoria de imprensa de Fachin ainda não se manifestou sobre o caso.

A divulgação colocou a Câmara numa nova polêmica com o Supremo. Para o presidente da Câmara, os vídeos de Funaro não estavam relacionados ao material sigiloso. A presidente do STF afirmou que o envio de ofício à Câmara é um ato formal e não compete a ela analisar decisões do ministro relator do processo. Internamente, Cármen Lúcia viu com naturalidade a divulgação dos vídeos. 


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