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Em tempos de Zelotes e ajuste fiscal, Carf vive monopólio de café amargo

Não se vê mais a garrafa térmica com a etiqueta “café doce”

Aqueles que compareceram ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) nas últimas duas semanas puderam notar que um item desapareceu dos corredores do tribunal administrativo: as garrafas térmicas com a inscrição “café com açúcar”.

Em tempos de aperto fiscal e das investigações da operação Zelotes, sobraram apenas as garrafas onde se lê “café amargo”, geralmente posicionada ao lado de uma embalagem de adoçante.

Não foi só isso que aconteceu.

Os copinhos descartáveis para água também estão ausentes – foram substituídos por uma porção de copos de vidro. No fim do dia, quando os funcionários que cuidam da copa já foram embora, a solução aos advogados é beber água nos copinhos de café.

A justificativa, conforme ronda nos corredores, é o famigerado corte de gastos, e o termo já virou até brincadeira entre os conselheiros.

Na manhã desta quinta-feira (25/02), durante um voto longo, a conselheira Tatiana Midori Migiyama foi surpreendida por uma falha no microfone, que subitamente parou de funcionar.

Aos risos, alguns conselheiros brincaram: “cortaram até o seu microfone”.


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