Do Supremo

STF

Dodge: mais que indícios, há provas sobre Lúcio e Geddel

Deputado e seu irmão, Geddel, são alvos de inquérito no STF sobre os R$ 51 mi em bunker

Ao pedir ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito contra o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e seu irmão, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que “no caso concreto, mais do que indícios, há prova da materialidade delitiva do crime de ocultação de mais de R$ 51 milhões” apreendidos em apartamento em Salvador.

O ministro Edson Fachin autorizou a abertura da investigação. Segundo a PGR,  são pelo menos três fatos que ligam o deputado ao dinheiro. O primeiro é a confirmação de que o apartamento foi emprestado a Lúcio, segundo as palavras do proprietário, Silvio da Silveira. O segundo é a identificação, por policiais federais, de uma fatura bancária em nome de Marinalva de Jesus, empregada doméstica de Lúcio Cadastro Nacional de Informações Sociais. O terceiro, e decisivo, segundo o MP, é a impressão digital no dinheiro do Secretário Parlamentar de Lúcio no dinheiro.

Para o MP, há indícios de atuação de organização criminosa no caso. “Além da lavagem de dinheiro, não se pode ignorar que o valor elevadíssimo de dinheiro, as condições de sua ocultação e a possível concorrência indicativa de pelo menos quatro pessoas no ato de ocultação – LÚCIO VIEIRA LIMA, GEDDEL VIEIRA LIMA, GUSTAVO PEDREIRA DO COUTO FERRAZ e 10B RIBEIRO BRANDÃO – sugerem uma atuação em organização criminosa”, diz o MP.

Além de Lúcio e Geddel, são investigados no inquérito o ex-deputado Eduardo Cunha, Job Brandão, assessor do deputado, Gustavo Ferraz, ligado a Geddel, o ex-diretor da Caixa Eduardo Cunha, e Lúcio Funaro.

A suspeita é de que os R$ 51 milhões tinham origem em esquemas de corrupção na Caixa, sendo que Geddel ocupou cargo na vice-presidência da Caixa. “Realço que é investigada uma poderosa organização criminosa que teria se infiltrado nos altos escalões da Administração Pública, e que seria integrada, segundo indícios já coligidos, por um ex-Ministro de Estado e o ex-Presidente da Câmara dos Deputados”.


Cadastre-se e leia 10 matérias/mês de graça e receba conteúdo especializado

Cadastro Gratuito